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O QUE É AUTISMO?

CONHECENDO UM POUCO




NÃO É FÁCIL SER ESPECIAL.....MAS COM JEITINHO TUDO VAI BEM!


O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.
Há 20 anos, quando surgiu a primeira associação para o Autismo no país, o Autismo era conhecido por um grupo muito pequeno de pessoas, entre elas poucos médicos, alguns profissionais da área de saúde e alguns pais que haviam sido surpreendidos com o diagnóstico de Autismo para seus filhos.
Atualmente, embora o Autismo seja bem mais conhecido, tendo inclusive sido tema de vários filmes de sucesso, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança autista ter uma aparência totalmente normal.
O Autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no usa da imaginação.
É comum pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade anteriormente à manifestação dos sintomas.
Quando as crianças com autismo crescem, desenvolvem sua habilidade social em extensão variada. Alguns permanecem indiferentes, não entendendo muito bem o que se passa na vida social. Elas se comportam como se as outras pessoas não existissem, olham através de você como se você não estivesse lá e não reagem a alguém que fale com elas ou as chame pelo nome.
Freqüentemente suas faces mostram muito pouco de suas emoções, exceto se estiverem muito bravas ou agitadas. São indiferentes ou têm medo de seus colegas e usam as pessoas como utensílios para obter alguma coisa que queiram.
Pessoas com esse distúrbio possuem dificuldades qualitativas na comunicação, interação social, e a imaginação (a chamada tríade), e consequentemente apresentam problemas comportamentais.
Muita vezes o simples fato de querer ir ao banheiro e não conseguir comunicar a ninguém pode ocasionar problemas como auto-agressão ou agressão aos outros.
AUTISMO: vivendo em um universo paralelo
Descrito pela primeira vez em 1943, este transtorno de desenvolvimento que atinge uma em cada mil crianças nascidas ainda é cercado por mitos e pouco compreendido, inclusive pelos médicos


POR DANIELA TALAMONI


1. O que significa autismo?
Em 1943, após observar 11 casos clínicos de crianças que não tinham habilidades para se relacionar com outras pessoas e situações, o psiquiatra austríaco Leo Kanner, radicado nos Estados Unidos, chamou a atenção para uma nova síndrome, que nomeou de autismo. Como todos os pacientes avaliados apresentavam tendência ao isolamento, o médico não teve dúvidas em adotar o mesmo termo que era usado para descrever uma manifestação da esquizofrenia - quando o portador se mantinha isolado, dominado por suas vivências delirantes e alucinatórias. Não foi à toa que durante muito tempo os autistas eram tratados como esquizofrênicos. Hoje sabe-se que são problemas distintos. O autismo é um transtorno de desenvolvimento que se manifesta necessariamente nos três primeiros anos de vida, causando desvios na comunicação, interação social e no uso da imaginação. Na prática, os autistas não têm a habilidade de fantasiar e imaginar dos esquizofrênicos. Eles são incapazes de processar as informações e sentimentos de forma integrada e coerente.


2. Quais os sinais típicos do transtorno?
Eles variam bastante, uma vez que há vários graus de autismo, do mais leve ao mais grave. Além disso, cerca de 70% a 80% dos portadores desse transtorno de desenvolvimento também possuem diagnóstico de retardo mental. Em geral, os autistas têm dificuldades de relacionamento interpessoal (o que inclui uma aversão a contatos e manifestações de carinho), atraso significativo ou ausência da linguagem verbal, mímica e gestual (eles podem parecer surdos e apáticos, não respondem a estímulos, não costumam olhar nos olhos dos interlocutores, dificilmente manifestam expressões faciais das emoções), além de comportamentos repetitivos e estereotipados (são rígidos e inflexíveis e uma mudança na rotina pode pertubálos). Finalmente, possuem interesses restritos. Algumas crianças têm fixação em determinados assuntos, como cálculos, música, calendários ou animais pré-históricos, o que pode ser confundido com nível de inteligência superior.


3. O portador não tem sentimentos?
É claro que tem. Mas não consegue entender, nem expressar, a linguagem sofisticada e cheia de sutilezas por trás dos contatos e da troca de emoções entre os seres humanos. Sem conseguir processar as informações afetivas, os autistas vivem em um verdadeiro caos emocional. São como marcianos entre nós e, por isso, tentam se proteger mesmo das manifestações de carinho. É comum bebês autistas não ficarem confortáveis, nem ao menos no colo da mãe, no momento em que são amamentados. Além disso, os portadores do distúrbio freqüentemente se mostram inquietos, agitados e agressivos.


4. O que é síndrome de Asperger?
Pode ser considerado o autismo de melhor prognóstico. Portadores dessa síndrome possuem as mesmas dificuldades de comunicação, interação social e uso da imaginação do autista típico. Porém, não apresentam retardo mental (que é muito comum na maioria dos autistas) nem mesmo nenhum atraso significativo de desenvolvimento de fala ou cognitivo. Por isso, alguns chegam a levar uma vida bastante próxima do normal - sendo considerados pessoas excêntricas. Um exemplo desse diagnóstico mais leve de autismo é o da doutora Temple Grandin, uma professora assistente de ciências animais da Universidade do Colorado (EUA), que é uma das maiores especialistas do mundo no projeto de instalações de criação e abate de gado. Ela escreve artigos, dá aulas, viaja e profere palestras em congressos em todo o mundo.


5. Quais as causas do autismo?
Um dos grandes mitos associados ao autismo até pouco tempo estava relacionado às origens do problema. Até a década de 1970, médicos e cientistas achavam que a culpa pelo transtorno de desenvolvimento na criança era da mãe, provavelmente por sua insensibilidade e rigidez na educação. Hoje, já se sabe que as razões são várias - muitas desconhecidas -, embora a maioria seja genética. Entre os fatores externos que podem desencadear o autismo estão as doenças infecciosas da gravidez, como a rubéola, a sífilis e a toxoplasmose, e as infecções no cérebro, como a meningite. Todos esses fatores provocam alterações nas células cerebrais. As causas, portanto, são biológicas e não emocionais. O autismo atinge uma a cada mil crianças nascidas, sendo a maioria meninos - em uma proporção de quatro portadores do sexo masculino para cada mulher.


6. O autista precisa de tratamento?
Sim. E isso inclui medicamentos específicos, especialmente para acalmá-lo, e técnicas pedagógicas especializadas. Além disso, se for possível mantê-lo junto a outras crianças e em um ambiente familiar saudável, melhor ainda. Outra recomendação é que se comece a intervenção o quanto antes. Quanto mais nova a criança, maior a sua plasticidade neuronal. Os pequenos estão muito mais abertos e sensíveis, respondendo mais prontamente a qualquer estimulação por parte das pessoas e do meio ambiente.


7. Um filho autista será capaz de se comunicar com os pais?
Não há cura para o autismo. Mas, se o tratamento e a atenção forem adequados e constantes, os autistas podem chegar bem próximos de um relacionamento considerado normal - e muitos podem surpreender os familiares e amigos.