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06 março 2015

Mais de 70% dos casos de autismo têm origem genética, sugere pesquisa

Para pesquisadores, a doença é muito mais hereditária do que se pensava anteriormente



  • Autismo tem mais origem genética do que ambiental
Thinkstock
Nova pesquisa sugere que entre 74% e 98% dos casos de autismo têm origem genética. O estudo, realizado pelo Conselho de Pesquisa Médica, analisou 516 gêmeos e descobriu que as taxas de Transtorno do Espectro do Autismo foram maiores em gêmeos idênticos que compartilham o mesmo DNA. Isso significa que a doença é muito mais hereditária do que se pensava anteriormente.
O estudo, que foi publicado na revista Jama Psychiatry, também descobriu que os genes são responsáveis por traços autistas e comportamentos da população em geral.
O autor da pesquisa, Beata Tick, disse que “a principal descoberta foi que a hereditariedade Transtorno do Espectro do Autismo é alta”.
— Estes resultados demonstram ainda a importância dos efeitos genéticos sobre a doença, apesar do aumento dramático na prevalência do problema nos últimos 20 anos. Os dados também confirmam que os fatores genéticos levam a uma variedade de aptidões e comportamentos autistas na população em geral.
Apesar dos dados, os pesquisadores disseram que não se pode excluir completamente a influência de fatores ambientais no autismo. Para o co-autor Patrick Boltom, "a comparação de gêmeos idênticos e não-idênticos é uma forma bem estabelecida de esclarecer o grau de influências genéticas e ambientais no autismo”.
— O aspecto inovador do estudo foi a inclusão de gêmeos independentemente de terem tido um diagnóstico clínico. Isso nos permitiu obter uma imagem mais precisa de como as experiências ambientais de uma criança e sua composição genética influencia no ASD [Transtorno do Espectro do Autismo], bem como em expressões mais sutis de habilidades e comportamentos autistas.
Segundo a pesquisadora Francesca Happe, “os resultados sugerem que a influência de fatores ambientais é menor do que a genética”.
— Isso é importante porque alguns pais estão preocupados se a poluição pode causar autismo. Algumas pessoas acham que pode um componente ambiental pode explicar o crescimento de casos de autismo nos últimos anos. Mas, o principal consenso agora é que o aumento do diagnóstico tem mais relação com o aumento da consciência da doença.
Fonte: 
http://noticias.r7.com/saude/mais-de-70-dos-casos-de-autismo-tem-origem-genetica-sugere-pesquisa-05032015

01 março 2015

Samsung desenvolve aplicação que ajuda crianças autistas a comunicar

“Look at Me” é a nova aplicação que promete ajudar crianças autistas a expressar melhor as suas emoções.

Aplicação teve uma taxa de sucesso de 60%. 
Em todo o mundo mais de 60 milhões de pessoas são afectadas pelo autismo. As perturbações do espectro do autismo (PEA) são caracterizadas especialmente por dificuldades no contacto visual, interacção social e comunicação. Sensível a estas questões, a Samsung desenvolveu "Look at Me". Tal como nome sugere, é uma aplicação projectada para estimular o contacto visual nas crianças autistas e para as ajudar a desenvolver habilidades sociais.
A aplicação usa uma combinação de jogos, fotografias e tecnologia de reconhecimento facial para ajudar crianças autistas a decifrar a linguagem corporal e as emoções faciais. Look at Me é composta por sete jogos/missões que ajudam as crianças a expressarem-se através do contacto visual, reconhecimento de expressões faciais e expressão das suas próprias emoções.
Alguns dos desafios passam pela prática de certas expressões faciais ("expressão do dia"), enquanto noutros incita-se as crianças a desenhar traços faciais das fotos existentes. Cada desafio premeia o usuário com pontos baseando-se no seu desempenho. A empresa recomenda o uso diário da aplicação de, pelo menos, 15 a 20 minutos.
Além disso, a Samsung criou um fórum da aplicação onde os pais podem partilhar as suas experiências e criar uma rede de apoio. "Este projeto ajuda a facilitar ligações significativas entre pais, cuidadores e filhos", declarou a empresa. Para desenvolver Look at Me, a Samsung trabalhou com uma equipa multidisciplinar composta por psicólogos, psiquiatras e designers UX. A aplicação foi desenvolvida em conjunto com o Hospital da Universidade Nacional de Seul e com o Departamento de Psicologia da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul.
A aplicação foi testada com 20 crianças ao longo de oito semanas durante 15 minutos por dia. Mais de metade das crianças apresentaram melhorias ao nível do contacto visual e do reconhecimento de expressões faciais. Com base no feedback dos pais, a aplicação teve uma taxa de sucesso de 60%. Apesar dos resultados não serem conclusivos, funcionam como uma indicação e podem ser úteis para ajudar a lidar com os sintomas do autismo, alega a Samsung.
Para se conseguir chegar a mais famílias, recentemente o grupo Autism Speaks Canadá criou uma parceria com a Samsung Canadá para oferecer 200 Tablets Galaxy Samsung S incorporados com a aplicação Look At Me a famílias com crianças autistas. A empresa de tecnologia junta-se, assim, a uma lista crescente de marcas que criam produtos para ajudar pessoas com autismo e surge algum tempo depois da Google anunciar um projecto similar. Em conjunto com o grupo Autism Speaks, a gigante da internet criou uma plataforma onde cientistas do mundo inteiro podem partilhar e aceder a pesquisas sobre o autismo e outras perturbações semelhantes.
A aplicação Look at Me, que já conta com uma classificação de 4 estrelas, está disponível para download gratuito na loja Google Play e pode ser utilizada por qualquer telemóvel com sistema androide.
Link para baixar: Look at Me
Fonte:http://pt.blastingnews.com/tecnologia/2014/12/samsung-desenvolve-aplicacao-que-ajuda-criancas-autistas-a-comunicar-00216833.html