Pesquisar este blog

codigos blog

assine o feed

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Seguidores e seguidos!

29 junho 2013

Autismo altera conexões cerebrais e afeta habilidades sensoriais das crianças

Pesquisa sugere que danos causados pelo autismo infantil ultrapassam áreas das habilidades sociais e de comunicação
Cientistas da San Diego State University, nos EUA, descobriram que o autismo em crianças afeta não só as habilidades sociais, mas também uma ampla gama de habilidades sensoriais e motoras.

A equipe identificou que a conectividade entre o tálamo, estrutura profunda do cérebro fundamental para as funções sensoriais e motoras, e o córtex cerebral, camada externa do cérebro, é prejudicada em crianças com transtornos do espectro do autismo (ASD).

Segundo a líder da pesquisa Aarti Nair, o estudo é o primeiro de seu tipo, combinando técnicas de imagem anatômicos e funcionais de ressonância magnética (fMRI) e tensor de difusão (DTI) a examinar as conexões entre o córtex cerebral e o tálamo.

Nair e seus colegas analisaram mais de 50 crianças, ambas com e sem autismo.

Comunicação cerebral
O tálamo é uma estrutura fundamental do  
cérebro para muitas funções, tais como visão, audição, controle de movimento e atenção. Nas crianças com autismo, as vias que ligam o córtex cerebral e o tálamo são afetadas, o que indica que estas duas partes do cérebro não se comunicam bem umas com as outras.
"Esse comprometimento da conectividade sugere que o autismo não é simplesmente uma doença de habilidades sociais e de comunicação, mas também afeta uma ampla gama de sistemas sensoriais e motores", afirmam os autores.

Embora os resultados apresentados neste estudo sejam novos, são consistentes com a evidência crescente de anormalidades motoras e sensoriais no autismo. Eles sugerem que os critérios de diagnóstico para o autismo, que enfatizam o prejuízo social e comunicativo, podem deixar de considerar o amplo espectro de problemas que crianças com autismo experimentam.
fonte:PORTAL LJ

Sem remédio, jovem autista sofre para controlar crises


O jovem de 25 anos é superagressivo, uma das características da doença e, o maior problema é que, até hoje, nenhum médico encontrou o remédio certo para controlar as crises. No meio desse drama, a mãe do rapaz, Luiza, sofre com a rotina conturbada. Acompanhe.

fonte: http://noticias.r7.com/balanco-geral/video/sem-remedio-jovem-autista-sofre-para-controlar-crises-51cdcd2e0cf2c9f75e6e8436/

14 junho 2013

niver do Willian Samuel o Autista 04/06/2013


OI MEU ANJO HOJE É UM DIA MUITO ALEGRE PARA MIM E PARA TODOS QUE CONVIVEM COM VC OU TE CONHECERAM PELA NET, QUERO AQUI AGRADECER A DEUS PELA SUA VIDA E A TODOS OS AMIGOS DE PERTO E LONGE! E POR TUDO O QUE DEUS TEM FEITO EM NOSSAS VIDAS ATRAVÉS DE VOCÊ! BEIJOS DE SUA MÃE QUE TE AMA MUITO! FELIZ ANIVERSÁRIO! PARABÉNS








Cientistas buscam um remédio para o autismo

Pesquisa usa dentes de leite de crianças com a doença para obter células-tronco que são transformadas em neurônios

Dentes de leite estão ajudando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a entenderem as alterações cerebrais em portadores de autismo. As células do interior do dente de crianças com a doença são coletadas e reprogramadas para virarem células-tronco e, em seguida, se transformarem em neurônios a serem analisados.       
   
  Conhecido por ‘A Fada do Dente’, o projeto recebe dentes enviados por pais de autistas. De acordo com Patrícia Beltrão Braga, coordenadora do estudo, além de analisar o comportamento dos neurônios, a pesquisa pretende comparar as células do sistema nervoso de crianças autistas com as de não portadoras da doença. “Queremos testar medicamentos que possam reverter o problema e transformar os neurônios”, explica a cientista da USP.

Ainda segundo Patrícia, um vírus que carrega genes presentes nas células embrionárias é inserido na região que fica no interior do dente (polpa). “Com o vírus, a célula do dente volta no tempo e passa a se comportar como uma embrionária”. A partir daí, os neurônios são produzidos, num processo que dura cinco meses. A bióloga explica que o material é melhor para estudar a doença do que a partir de células funcionais.

“Não é possível retirar tecido cerebral de pessoas vivas, e em mortos não é possível estudar as conexões, por isso a importância de recriar neurônios”, diz. Desenvolvido em parceria com a Universidade da Califórnia, o projeto surgiu em 2009 e é feito na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

Pais de todo o Brasil, cujos filhos são diagnosticados com autismo, podem entrar em contato com os pesquisadores ( projetoafadadodente@yahoo.com.br), quando o dente da criança estiver mole. 
Eles são cadastrados, preenchem um questionário sobre o comportamento da criança e recebem um kit para colher o dente quando ele cair ou for retirado. O kit contém um frasco com um líquido e gelo reciclável, que mantêm as células vivas. O material é enviado por correio e o dente precisa ser colhido com rapidez.        
fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2013-06-11/cientistas-buscam-um-remedio-para-o-autismo.html                                                                                                                                       

Falta da proteína Arc pode ter relação com Alzheimer e autismo

Cientistas encontraram novas informações sobre a função
 de uma importante proteína no cérebro
Cientistas encontraram novas informações sobre a função de uma importante proteína no cérebro utilizada no processo que transforma o aprendizado em memória de longo prazo. Em artigo na revista científica Nature Neuroscience, eles afirmam que mais pesquisas sobre o papel da proteína Arc (actin-regulated cytoskeleton) poderia ajudar na busca por novos tratamentos contra doenças neurológicas.
A mesma proteína pode ser um fator atuante no autismo, dizem os cientistas. Pesquisas recentes detectaram a falta da proteína Arc no cérebro de pacientes de Alzheimer e indicado que a função da proteína era crucial.
Para o professor de neurologia e fisiologia da Universidade da Califórnia Steve Finkbeiner, que liderou a nova pesquisa, “cientistas já sabiam que a Arc estava envolvida na memória de longo prazo, porque estudos em cobaias com falta dessa proteína podiam aprender novas tarefas, mas falhavam ao tentar lembrá-las no dia seguinte”.
Os novos experimentos, mais aprofundados, revelaram que a proteína Arc age como um “regulador mestre” dos neurônios durante o processo de formação da memória de longo prazo.
A pesquisa revelou que, durante a formação da memória, certos genes eram ativados e desativados em intervalos de tempo específicos para que fossem geradas as proteínas que ajudam os neurônios a estabelecer novas memórias.
Direção
Os cientistas descobriram que a proteína Arc “dirigia” esse processo, a partir do núcleo do neurônio.
Finkbeiner disse que pessoas com falta dessa proteína poderiam ter problemas de memória.
- Cientistas descobriram recentemente que a Arc se esgotava no hipocampo  o centro da memória no cérebro  em pacientes de Alzheimer.
- É possível que estas interrupções durante o processo de controle homeostático possam contribuir para o aprendizado e para os deficit de memória em pacientes de Alzheimer.
A pesquisa também confirmou que disfunções na produção e transporte da proteína Arc podem ter uma papel-chave no autismo.
A Síndrome do X Frágil, por exemplo, vista como uma causa comum tanto de autismo como de retardo mental, afeta diretamente a produção de proteína Arc em neurônios.
O time californiano de cientistas afirmou que mais estudos são necessários sobre a função da proteína Arc para a saúde humana.
Eles ressaltaram que entender o papel da Arc em doenças poderia contribuir para uma maior compreensão desses problemas e ajudar na criação de novas estratégias terapêuticas para combatê-las.
fonte:http://correiodobrasil.com.br/ultimas/falta-da-proteina-arc-pode-ter-relacao-com-alzheimer-e-autismo/617672/

07 junho 2013

O olhar dos pais sobre o autismo

O olhar dos pais sobre o autismoO sincero depoimento de quem recebeu a notícia de que o filho é autista: da suspeita ao diagnóstico; da aceitação ao tratamento


O autismo é classificado como um transtorno global do desenvolvimento, assim como outras síndromes, como a de Rett, a de Heller e a de Asperger, esta última considerada uma forma branda do distúrbio. A medicina considera hoje que a doença é uma combinação de fatores genéticos e ambientais — em uma proporção de 90% para herança genética de genes e de 10% para fatores ambientais

"Amar uma criança autista é uma conquista que se dá aos poucos — é a calmaria após o turbilhão — por detalhes, por pequenos detalhes, olhares de soslaio." A frase é do texto na contracapa do livro Poemas para uma criança autista, da pedagoga e psicóloga Marisa Cordeiro, hoje com 57 anos. Mesmo com o respaldo profissional, não é a Marisa professora, tampouco a psicóloga, quem assina o livro. A autora em questão é mãe. 

Na época em que foi publicado, 1989, Marco Antônio, o primogênito de Marisa, tinha 9 anos e exibia nos retratos que permeiam as páginas do livro um sorriso travesso, como de qualquer criança da sua idade. Hoje, é um homem de 33 anos, alto, moreno, um porte que dificilmente passaria despercebido e já com os primeiros grisalhos no alto da cabeça. Por dentro, no entanto, preserva a mesma inocência do garoto retratado anos antes na obra da mãe. Marco Antônio foi diagnosticado autista ainda nos primeiros anos da infância. O livro é um apanhado de mensagens e desabafos de Marisa ao filho — ao qual ela carinhosamente se refere como "principezinho" nos seus poemas.

É uma segunda-feira à tarde e Marco Antônio está na AMA — Associação dos Amigos dos Autistas —, onde passa grande parte dos dias da semana em tratamento psicológico. Aqui no Distrito Federal, a associação faz atendimento apenas de adultos, o que não é regra para as outras filiais país afora. Seu aniversário foi há pouco e o dia é de bolo, refrigerante e pão de queijo na associação. Marco não parece ansioso e é difícil decifrar — pelo menos para as pessoas que não convivem com ele diariamente — se ele sabe o motivo de toda a movimentação ali. Tem o semblante calmo, sorridente e sereno, características raras entre a maioria dos homens da sua idade, quase todos bem mais sisudos e apressados entre uma e outra reunião. Provavelmente uma vantagem que a condição médica lhe deu, entre tantas outras dificuldades contra as quais ainda hoje luta de mãos dadas com a mãe e especialistas. 

O diagnóstico de Marco Antônio veio da mesma forma como ocorre na maioria das famílias de crianças com autismo: após uma longa e exaustiva — física e emocionalmente — peregrinação por profissionais e consultórios, das mais variadas especialidades e linhas de conduta. Mas, ao contrário do processo comum, em que os pais só notam que há algo de errado com a criança quando ela começa a apresentar atraso na fala e em outros campos do desenvolvimento, como o andar, Marisa foi mais rápida em ligar o radar. "Desde criancinha, eu já notava que havia nele algo diferente. Ele era um bebê inquieto, muito agitado, chorão", lembra Marisa. Com o passar dos meses, as diferenças que separavam o mundo de Marco do da mãe ficaram ainda mais evidentes. Ele evitava contato visual mesmo com as pessoas mais próximas, passou a andar nas pontas dos pés e a fugir do contato físico.

"Existe um sofrimento muito grande", desabafa Marisa. "Qual é a mãe que não sente se o filho não lhe olha nos olhos? Mas é tanta coisa que vem depois que isso acaba ficando pequeno", continua. A avidez por conhecimento que lhe acompanha desde a juventude e o diagnóstico de Marco Antônio fizeram dela uma especialista. Tanto que, no fim dos anos 1980, ajudou a fundar a hoje extinta Associação Terapêutica Educacional para Crianças Autistas (Asteca). As linhas terapêuticas — existem pelo menos quatro usadas frequentemente por psicólogos com autistas —, os sintomas, os mitos e verdades, tudo lhe sai naturalmente pela boca. Mas nem sempre foi tão fácil. Marisa precisou enfrentar preconceitos; ver a família se afastar — o marido, pai de Marco, inclusive —; aprender a se comunicar com o filho; ensiná-lo, como quem ensina um novo dialeto a um estrangeiro, a ter um pouco de independência; e vibrar com cada pequena conquista, como escovar os dentes e amarrar os sapatos.

Embora os primeiros sinais do autismo possam surgir ainda nos primeiros meses da criança — como a falta de contato visual no momento da amamentação, por exemplo —, raramente o diagnóstico é conclusivo antes dos 24 meses de vida. Alguns pais de autistas mais funcionais, das chamadas "cores claras" do espectro, só vão saber o motivo do comportamento "estranho" do filho na fase adulta.

Mesmo com o avanço dos estudos e o conhecimento cada vez maior em relação a causas e tratamentos, quase sempre o autismo é visto como mistério. Ele não dá sinais durante a gestação, não traz características físicas marcantes e não aparece em exames laboratoriais nem de imagem, embora esses sejam frequentemente requisitados por especialistas para que outras causas de atraso motor sejam descartadas. O diagnóstico vem da simples observação de que, por algum mecanismo neurológico atípico ainda pouco conhecido, o seu filho não se comporta como os outros. E é, geralmente, o ponto-chave que separa a vida idealizada pelos pais em relação ao rebento da que, de fato, virá pela frente.

Stella andou e falou no tempo esperado, interagia com outras crianças no parquinho e dava sinais de um desenvolvimento típico. Até que pouco antes de completar 2 anos, parou. "Foi como se ela tivesse perdido todo o vocabulário que tinha até ali. Ficou mudinha", lembra a mãe, Evellyn Diniz, 36 anos. Ao mesmo tempo, a menina começou a apresentar as chamadas estereotipias, comportamentos característicos do transtorno, mas que, na época, soavam quase como maluquice para a mãe da menina. 

"Ela começou a chacoalhar as mãozinhas no ar, a andar na ponta dos pés, ficava horas mexendo os dedinhos da mão em frente dos olhos, se tremia toda, parecia que estava tendo um troço", lembra. Além disso, a menina, hoje com 6 anos, passou a apresentar sensibilidade auditiva e sensorial acima do normal, o que não é uma regra, mas é bastante comum em crianças com autismo. "Ela tinha a maior dificuldade de ficar de roupa. Às vezes, tirava tudo no meio da rua. E mesmo o menor dos ruídos a incomodava a ponto de ela enfiar quase a metade dos dedinhos no ouvido para se proteger."

Um dia à noite, enquanto fazia uma pesquisa para o trabalho, Evellyn jogou os sintomas da filha em um site de buscas da internet. Às 4h, acordou o marido: "Eu sei o que a nossa filha tem". É, a partir dessa primeira desconfiança, tem início a odisseia da família em busca do diagnóstico. Embora Evellyn tenha encontrado sozinha as primeiras respostas, interpretar os sinais de que existe algo de errado é mais difícil do que parece. Em geral, os pais só enxergam o problema quando alguém de fora o aponta. Um tio, um amigo, um professor. Alguém próximo o bastante para reparar na criança, mas não tão próximo que ache graça até mesmo nos seus comportamentos pouco convencionais. 
Carolina Samorano
fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2013/06/02/interna_revista_correio,368827/o-olhar-dos-pais-sobre-o-autismo.shtml