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21 dezembro 2013

Boas Festas !

UM TANTO AUSENTE AQUI E NO BLOG DEVIDO A MUDANÇA QUE TIVEMOS E A ADAPTAÇÃO DO WILLIAN AOS POUCOS AS COISAS ESTÃO FICANDO NO LUGAR VIM DEIXAR MEU ABRAÇO E DO WILLIAN ; E BOAS FESTAS A TODOS OBRIGADA PELAS CURTIDAS E VISITAS AO BLOG ABRAÇOS ! EM JANEIRO ATUALIZAREMOS E POSTAREMOS! BJS

17 outubro 2013

Mãe batalha para ajudar o filho com suspeita de autismo

O amor de mãe é sempre mais forte que qualquer coisa. Elas são capazes de tudo para salvar um filho. Joana é mais exemplo de uma mãe dedicada e corajosa. Veja!


24 setembro 2013

Autismo: quem conhece AMA

Atualmente, instituição de Criciúma atende os 12 municípios da região da AMREC. São 90 alunos com idade entre dois e 46 anos
Apesar de todas as pesquisas em torno da questão e do avanço na medicina, criar uma criança autista requer muita dedicação, atenção e persistência dos responsáveis. Entretanto, a situação, que atinge dois milhões de famílias no Brasil, já foi mais difícil de lidar. Pelo menos para os pais da região carbonífera de Santa Catarina. E foi com o objetivo de auxiliar as famílias que muitas vezes se desestruturavam sob a falta de recursos e de oportunidades, que, há 12 anos, nasceu a Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA), em Criciúma. Uma associação beneficente sem fins lucrativos. Esta devolveria, a partir de então, a esperança a crianças e até adultos que até então pareciam invisíveis à sociedade.

Necessidade que gera ação - A AMA nasceu a partir de reuniões entre sete famílias que tinham membros autistas. As semelhanças no dia a dia e o anseio por respostas uniu o grupo. A vice-presidente da entidade, Estefania Borges, conta que, na época, nenhum deles frequentava a escola porque não havia ensino e nem estrutura que os abrigassem. Mesmo com a criação da entidade, em fevereiro de 2001, foi só em outubro de 2004 que a escola especial iniciou os trabalhos. A concretização do sonho daquelas famílias foi possível somente depois que a Administração Municipal de Criciúma, a Associação de Municípios da Região Carbonífera (AMREC) e o Rotary Clube aderiram à causa.

AMA em números - Atualmente, a AMA atende os 12 municípios da região da AMREC. São 90 alunos com idade entre dois e 46 anos. “Além destes 90, temos uma lista de espera que nunca acaba. Sempre recebemos novos nomes e tentamos encaixá-los da melhor forma possível. Mas nem sempre conseguimos. Ficamos presos à estrutura e temos trabalhado para a criação de duas novas turmas”, conta Estefania.

A estrutura, que foi cedida por um contrato de comodato pelo Rotary, comporta onze salas de aula, cozinha, refeitório, banheiros adaptados, duas salas de atendimento psicopedagógico e ainda uma secretaria. Todos os alunos recebem ensino educacional e didático, sendo 22 em período integral. O objetivo, além da alfabetização é torná-los cada vez mais independentes e aptos para realizar as tarefas do dia-a-dia.

Para atender toda a demanda, a associação precisa de muita mão-de-obra. “Atualmente, contamos com 50 profissionais da área de educação, saúde, assistência social e serviços gerais”, conta a vice-presidente. E para pagar por todos os serviços, a entidade conta com convênios com o governo municipal, estadual e federal.

Ainda assim, há um déficit mensal de R$ 18 mil, já que não há cobrança de mensalidade às famílias dos alunos, algumas fazem doações espontâneas que não ultrapassam o valor de R$ 500 ao mês. “Esse valor que nos falta mensalmente, tentamos compensar com algumas ações. Fazemos dois eventos principais para isso: um almoço e um pedágio”, ressalta. Doações espontâneas completam a manutenção da entidade.

Portas Abertas - A instituição, que carece de constantes doações, mantém um vínculo com a comunidade e por isso recebe com frequência pessoas que desejam conhecer o trabalho desenvolvido. Os interessados podem agendar visita pelos telefones (48) 3462-9804 e 3433-6623. A sede da AMA fica na Rua Antônio Gabriel Machado, número 320, bairro Comerciário, em Criciúma.
fonte:http://www.engeplus.com.br/0,,67211,.html

29 junho 2013

Autismo altera conexões cerebrais e afeta habilidades sensoriais das crianças

Pesquisa sugere que danos causados pelo autismo infantil ultrapassam áreas das habilidades sociais e de comunicação
Cientistas da San Diego State University, nos EUA, descobriram que o autismo em crianças afeta não só as habilidades sociais, mas também uma ampla gama de habilidades sensoriais e motoras.

A equipe identificou que a conectividade entre o tálamo, estrutura profunda do cérebro fundamental para as funções sensoriais e motoras, e o córtex cerebral, camada externa do cérebro, é prejudicada em crianças com transtornos do espectro do autismo (ASD).

Segundo a líder da pesquisa Aarti Nair, o estudo é o primeiro de seu tipo, combinando técnicas de imagem anatômicos e funcionais de ressonância magnética (fMRI) e tensor de difusão (DTI) a examinar as conexões entre o córtex cerebral e o tálamo.

Nair e seus colegas analisaram mais de 50 crianças, ambas com e sem autismo.

Comunicação cerebral
O tálamo é uma estrutura fundamental do  
cérebro para muitas funções, tais como visão, audição, controle de movimento e atenção. Nas crianças com autismo, as vias que ligam o córtex cerebral e o tálamo são afetadas, o que indica que estas duas partes do cérebro não se comunicam bem umas com as outras.
"Esse comprometimento da conectividade sugere que o autismo não é simplesmente uma doença de habilidades sociais e de comunicação, mas também afeta uma ampla gama de sistemas sensoriais e motores", afirmam os autores.

Embora os resultados apresentados neste estudo sejam novos, são consistentes com a evidência crescente de anormalidades motoras e sensoriais no autismo. Eles sugerem que os critérios de diagnóstico para o autismo, que enfatizam o prejuízo social e comunicativo, podem deixar de considerar o amplo espectro de problemas que crianças com autismo experimentam.
fonte:PORTAL LJ

Sem remédio, jovem autista sofre para controlar crises


O jovem de 25 anos é superagressivo, uma das características da doença e, o maior problema é que, até hoje, nenhum médico encontrou o remédio certo para controlar as crises. No meio desse drama, a mãe do rapaz, Luiza, sofre com a rotina conturbada. Acompanhe.

fonte: http://noticias.r7.com/balanco-geral/video/sem-remedio-jovem-autista-sofre-para-controlar-crises-51cdcd2e0cf2c9f75e6e8436/

14 junho 2013

niver do Willian Samuel o Autista 04/06/2013


OI MEU ANJO HOJE É UM DIA MUITO ALEGRE PARA MIM E PARA TODOS QUE CONVIVEM COM VC OU TE CONHECERAM PELA NET, QUERO AQUI AGRADECER A DEUS PELA SUA VIDA E A TODOS OS AMIGOS DE PERTO E LONGE! E POR TUDO O QUE DEUS TEM FEITO EM NOSSAS VIDAS ATRAVÉS DE VOCÊ! BEIJOS DE SUA MÃE QUE TE AMA MUITO! FELIZ ANIVERSÁRIO! PARABÉNS








Cientistas buscam um remédio para o autismo

Pesquisa usa dentes de leite de crianças com a doença para obter células-tronco que são transformadas em neurônios

Dentes de leite estão ajudando pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a entenderem as alterações cerebrais em portadores de autismo. As células do interior do dente de crianças com a doença são coletadas e reprogramadas para virarem células-tronco e, em seguida, se transformarem em neurônios a serem analisados.       
   
  Conhecido por ‘A Fada do Dente’, o projeto recebe dentes enviados por pais de autistas. De acordo com Patrícia Beltrão Braga, coordenadora do estudo, além de analisar o comportamento dos neurônios, a pesquisa pretende comparar as células do sistema nervoso de crianças autistas com as de não portadoras da doença. “Queremos testar medicamentos que possam reverter o problema e transformar os neurônios”, explica a cientista da USP.

Ainda segundo Patrícia, um vírus que carrega genes presentes nas células embrionárias é inserido na região que fica no interior do dente (polpa). “Com o vírus, a célula do dente volta no tempo e passa a se comportar como uma embrionária”. A partir daí, os neurônios são produzidos, num processo que dura cinco meses. A bióloga explica que o material é melhor para estudar a doença do que a partir de células funcionais.

“Não é possível retirar tecido cerebral de pessoas vivas, e em mortos não é possível estudar as conexões, por isso a importância de recriar neurônios”, diz. Desenvolvido em parceria com a Universidade da Califórnia, o projeto surgiu em 2009 e é feito na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

Pais de todo o Brasil, cujos filhos são diagnosticados com autismo, podem entrar em contato com os pesquisadores ( projetoafadadodente@yahoo.com.br), quando o dente da criança estiver mole. 
Eles são cadastrados, preenchem um questionário sobre o comportamento da criança e recebem um kit para colher o dente quando ele cair ou for retirado. O kit contém um frasco com um líquido e gelo reciclável, que mantêm as células vivas. O material é enviado por correio e o dente precisa ser colhido com rapidez.        
fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2013-06-11/cientistas-buscam-um-remedio-para-o-autismo.html                                                                                                                                       

Falta da proteína Arc pode ter relação com Alzheimer e autismo

Cientistas encontraram novas informações sobre a função
 de uma importante proteína no cérebro
Cientistas encontraram novas informações sobre a função de uma importante proteína no cérebro utilizada no processo que transforma o aprendizado em memória de longo prazo. Em artigo na revista científica Nature Neuroscience, eles afirmam que mais pesquisas sobre o papel da proteína Arc (actin-regulated cytoskeleton) poderia ajudar na busca por novos tratamentos contra doenças neurológicas.
A mesma proteína pode ser um fator atuante no autismo, dizem os cientistas. Pesquisas recentes detectaram a falta da proteína Arc no cérebro de pacientes de Alzheimer e indicado que a função da proteína era crucial.
Para o professor de neurologia e fisiologia da Universidade da Califórnia Steve Finkbeiner, que liderou a nova pesquisa, “cientistas já sabiam que a Arc estava envolvida na memória de longo prazo, porque estudos em cobaias com falta dessa proteína podiam aprender novas tarefas, mas falhavam ao tentar lembrá-las no dia seguinte”.
Os novos experimentos, mais aprofundados, revelaram que a proteína Arc age como um “regulador mestre” dos neurônios durante o processo de formação da memória de longo prazo.
A pesquisa revelou que, durante a formação da memória, certos genes eram ativados e desativados em intervalos de tempo específicos para que fossem geradas as proteínas que ajudam os neurônios a estabelecer novas memórias.
Direção
Os cientistas descobriram que a proteína Arc “dirigia” esse processo, a partir do núcleo do neurônio.
Finkbeiner disse que pessoas com falta dessa proteína poderiam ter problemas de memória.
- Cientistas descobriram recentemente que a Arc se esgotava no hipocampo  o centro da memória no cérebro  em pacientes de Alzheimer.
- É possível que estas interrupções durante o processo de controle homeostático possam contribuir para o aprendizado e para os deficit de memória em pacientes de Alzheimer.
A pesquisa também confirmou que disfunções na produção e transporte da proteína Arc podem ter uma papel-chave no autismo.
A Síndrome do X Frágil, por exemplo, vista como uma causa comum tanto de autismo como de retardo mental, afeta diretamente a produção de proteína Arc em neurônios.
O time californiano de cientistas afirmou que mais estudos são necessários sobre a função da proteína Arc para a saúde humana.
Eles ressaltaram que entender o papel da Arc em doenças poderia contribuir para uma maior compreensão desses problemas e ajudar na criação de novas estratégias terapêuticas para combatê-las.
fonte:http://correiodobrasil.com.br/ultimas/falta-da-proteina-arc-pode-ter-relacao-com-alzheimer-e-autismo/617672/

07 junho 2013

O olhar dos pais sobre o autismo

O olhar dos pais sobre o autismoO sincero depoimento de quem recebeu a notícia de que o filho é autista: da suspeita ao diagnóstico; da aceitação ao tratamento


O autismo é classificado como um transtorno global do desenvolvimento, assim como outras síndromes, como a de Rett, a de Heller e a de Asperger, esta última considerada uma forma branda do distúrbio. A medicina considera hoje que a doença é uma combinação de fatores genéticos e ambientais — em uma proporção de 90% para herança genética de genes e de 10% para fatores ambientais

"Amar uma criança autista é uma conquista que se dá aos poucos — é a calmaria após o turbilhão — por detalhes, por pequenos detalhes, olhares de soslaio." A frase é do texto na contracapa do livro Poemas para uma criança autista, da pedagoga e psicóloga Marisa Cordeiro, hoje com 57 anos. Mesmo com o respaldo profissional, não é a Marisa professora, tampouco a psicóloga, quem assina o livro. A autora em questão é mãe. 

Na época em que foi publicado, 1989, Marco Antônio, o primogênito de Marisa, tinha 9 anos e exibia nos retratos que permeiam as páginas do livro um sorriso travesso, como de qualquer criança da sua idade. Hoje, é um homem de 33 anos, alto, moreno, um porte que dificilmente passaria despercebido e já com os primeiros grisalhos no alto da cabeça. Por dentro, no entanto, preserva a mesma inocência do garoto retratado anos antes na obra da mãe. Marco Antônio foi diagnosticado autista ainda nos primeiros anos da infância. O livro é um apanhado de mensagens e desabafos de Marisa ao filho — ao qual ela carinhosamente se refere como "principezinho" nos seus poemas.

É uma segunda-feira à tarde e Marco Antônio está na AMA — Associação dos Amigos dos Autistas —, onde passa grande parte dos dias da semana em tratamento psicológico. Aqui no Distrito Federal, a associação faz atendimento apenas de adultos, o que não é regra para as outras filiais país afora. Seu aniversário foi há pouco e o dia é de bolo, refrigerante e pão de queijo na associação. Marco não parece ansioso e é difícil decifrar — pelo menos para as pessoas que não convivem com ele diariamente — se ele sabe o motivo de toda a movimentação ali. Tem o semblante calmo, sorridente e sereno, características raras entre a maioria dos homens da sua idade, quase todos bem mais sisudos e apressados entre uma e outra reunião. Provavelmente uma vantagem que a condição médica lhe deu, entre tantas outras dificuldades contra as quais ainda hoje luta de mãos dadas com a mãe e especialistas. 

O diagnóstico de Marco Antônio veio da mesma forma como ocorre na maioria das famílias de crianças com autismo: após uma longa e exaustiva — física e emocionalmente — peregrinação por profissionais e consultórios, das mais variadas especialidades e linhas de conduta. Mas, ao contrário do processo comum, em que os pais só notam que há algo de errado com a criança quando ela começa a apresentar atraso na fala e em outros campos do desenvolvimento, como o andar, Marisa foi mais rápida em ligar o radar. "Desde criancinha, eu já notava que havia nele algo diferente. Ele era um bebê inquieto, muito agitado, chorão", lembra Marisa. Com o passar dos meses, as diferenças que separavam o mundo de Marco do da mãe ficaram ainda mais evidentes. Ele evitava contato visual mesmo com as pessoas mais próximas, passou a andar nas pontas dos pés e a fugir do contato físico.

"Existe um sofrimento muito grande", desabafa Marisa. "Qual é a mãe que não sente se o filho não lhe olha nos olhos? Mas é tanta coisa que vem depois que isso acaba ficando pequeno", continua. A avidez por conhecimento que lhe acompanha desde a juventude e o diagnóstico de Marco Antônio fizeram dela uma especialista. Tanto que, no fim dos anos 1980, ajudou a fundar a hoje extinta Associação Terapêutica Educacional para Crianças Autistas (Asteca). As linhas terapêuticas — existem pelo menos quatro usadas frequentemente por psicólogos com autistas —, os sintomas, os mitos e verdades, tudo lhe sai naturalmente pela boca. Mas nem sempre foi tão fácil. Marisa precisou enfrentar preconceitos; ver a família se afastar — o marido, pai de Marco, inclusive —; aprender a se comunicar com o filho; ensiná-lo, como quem ensina um novo dialeto a um estrangeiro, a ter um pouco de independência; e vibrar com cada pequena conquista, como escovar os dentes e amarrar os sapatos.

Embora os primeiros sinais do autismo possam surgir ainda nos primeiros meses da criança — como a falta de contato visual no momento da amamentação, por exemplo —, raramente o diagnóstico é conclusivo antes dos 24 meses de vida. Alguns pais de autistas mais funcionais, das chamadas "cores claras" do espectro, só vão saber o motivo do comportamento "estranho" do filho na fase adulta.

Mesmo com o avanço dos estudos e o conhecimento cada vez maior em relação a causas e tratamentos, quase sempre o autismo é visto como mistério. Ele não dá sinais durante a gestação, não traz características físicas marcantes e não aparece em exames laboratoriais nem de imagem, embora esses sejam frequentemente requisitados por especialistas para que outras causas de atraso motor sejam descartadas. O diagnóstico vem da simples observação de que, por algum mecanismo neurológico atípico ainda pouco conhecido, o seu filho não se comporta como os outros. E é, geralmente, o ponto-chave que separa a vida idealizada pelos pais em relação ao rebento da que, de fato, virá pela frente.

Stella andou e falou no tempo esperado, interagia com outras crianças no parquinho e dava sinais de um desenvolvimento típico. Até que pouco antes de completar 2 anos, parou. "Foi como se ela tivesse perdido todo o vocabulário que tinha até ali. Ficou mudinha", lembra a mãe, Evellyn Diniz, 36 anos. Ao mesmo tempo, a menina começou a apresentar as chamadas estereotipias, comportamentos característicos do transtorno, mas que, na época, soavam quase como maluquice para a mãe da menina. 

"Ela começou a chacoalhar as mãozinhas no ar, a andar na ponta dos pés, ficava horas mexendo os dedinhos da mão em frente dos olhos, se tremia toda, parecia que estava tendo um troço", lembra. Além disso, a menina, hoje com 6 anos, passou a apresentar sensibilidade auditiva e sensorial acima do normal, o que não é uma regra, mas é bastante comum em crianças com autismo. "Ela tinha a maior dificuldade de ficar de roupa. Às vezes, tirava tudo no meio da rua. E mesmo o menor dos ruídos a incomodava a ponto de ela enfiar quase a metade dos dedinhos no ouvido para se proteger."

Um dia à noite, enquanto fazia uma pesquisa para o trabalho, Evellyn jogou os sintomas da filha em um site de buscas da internet. Às 4h, acordou o marido: "Eu sei o que a nossa filha tem". É, a partir dessa primeira desconfiança, tem início a odisseia da família em busca do diagnóstico. Embora Evellyn tenha encontrado sozinha as primeiras respostas, interpretar os sinais de que existe algo de errado é mais difícil do que parece. Em geral, os pais só enxergam o problema quando alguém de fora o aponta. Um tio, um amigo, um professor. Alguém próximo o bastante para reparar na criança, mas não tão próximo que ache graça até mesmo nos seus comportamentos pouco convencionais. 
Carolina Samorano
fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/revista/2013/06/02/interna_revista_correio,368827/o-olhar-dos-pais-sobre-o-autismo.shtml

31 maio 2013

Notícias sobre o Willian e as Medicações

Oi Pessoal.... faz um bocado de tempo que estou sem postar aqui sobre o Willian....
Hoje vou postar sobre ele e os medicamentos um pouquinho de cada coisa! Vamos lá então !
Neste post quero aqui homenagear a professora dele (Daniele) que foi uma benção para ele e para mim!
Bom vamos começar de onde parei mais ou menos.....
No finalzinho do mês de janeiro/2013 tentei na medida do possível tentei colocar ele na hidroterapia numa escola de natação, mas infelizmente ele ainda estava muito agressivo e não estava em condições, foi mais  ou menos umas três sessões de hidroterapia e depois ele começou a querer agredir a fisio então vi que ele não estava bem.
Dai em diante ansiosa esperei para que chegasse logo o dia da consulta dele com a psiquiatra, foram dias que nem quero me lembrar te tão angustiante e aflito que foram. Quando chegou no dia da consulta Ele surtou de tal forma que eu não consegui levá-lo no ponto de ônibus então  tive que ligar para a média e adiar a consulta para uma semana depois consegui finalmente levá-lo então a médica avaliou ele novamente passando outro medicamento o Aripiprazol 15mg meio comprimido ao dia  e depois de um mês aumentou para um comprimido inteiro, até então temos observado melhoras na questão da agressividade, mas com uma reações que fico pasma e aflita,, enquanto outro remédio que ele tomava era o ácido valproico ele estava com o apetite alterado e engordando, percebi fadiga e o coração acelerado. Já o aripiprazol a reação é outra , ele está com muita estereotipia, percebi que ele está com muita ausência e quando falamos com ele, ele demora a nos atender, ele de repente para, trava por uns minutos e fica movimentando só os olhos com 3 minutos ele atende, se tiramos ele dessa situação, ele se perde e ele volta a repetir tudo de novo, isso é para tudo, comer, banho, vestir, calçar etc...A semana que vem retornaremos com  médica dele para mais uma avaliação...
Quanto a agressividade, digamos que está médio às vezes quando ele resolve agredir aqui em casa é pra valer! e não quer acatar mais o que eu falo mesmo sendo rigorosa com ele como em todas as vezes disciplinando-o e tirando o que ele gosta, percebi que o remédio em partes ajudou mas esta questão dele não me ouvir está ficando ruim! :(
Em questão da escola que ele estuda este ano desde o inicio foi uma das melhoras coisas, onde a classe que ele caiu só há 2 alunos contando com ele e a professora muito eficaz e atenciosa, firme e constante no cuidado com ele ,e eu só tenho que agradecer por isso!

  Obrigada Daniele por fazer meus dias mais alegre com sua presença ao lado do meu filho!

Mas tudo o que é bom dura pouco! Ela saiu esta semana da instituição arrumou um emprego melhor. Mas espero eu que o Willian supere isso e se adapte rápido com a outra professora!

Outras conquista que obtivemos foi do transporte da prefeitura, e o famoso benefício que estava tentando desde 2009, finalmente conseguimos e sou grata a Deus por tudo, pois dia após dia procuramos conquistar os direito dele, fácil não é mas vamos sempre lutar e jamais desistir.

02 abril 2013

DIA DOS ANJOS AZUIS

HOJE É UM DIA MUITO IMPORTANTE PARA TODOS QUE SE INTITULAM MÃES, PAIS E FAMILIARES AZUIS.
POIS RECEBEMOS DE DEUS UM SER LINDO EM NOSSAS VIDAS QUE NOS DÁ UMA LIÇÃO DE VIDA, DIA APÓS DIA.
A CADA EXPERIÊNCIA VIVENCIAMOS ALGO QUE JAMAIS IMAGINÁVAMOS PASSAR POR ALGO TÃO DESCONHECIDO E AO MESMO TEMPO, TÃO PROFUNDO E FORTE!
E COM ESTAS PALAVRAS QUERO COMPLETAR AQUI DIZENDO QUE DEUS NOS DEU UMA MISSÃO LINDA DE CUIDAR DESTES SERES E DE APRENDERMOS COISAS LINDAS A SEU RESPEITO COM A PRINCIPAL LIÇÃO: O AMOR!
AH! O AMOR, ESTE AMOR QUE INVADE NOSSO SER ATRAVÉS DESSES OLHARES CATIVANTES TENTANDO NOS DIZER ALGO, NOS TRAZENDO UM SENTIMENTO TÃO FLUENTE CHEIO DE ESPERANÇA, DE CURA, DE ALEGRIA!
AGRADEÇO A DEUS PELA SUA VIDA MEU QUERIDO FILHO WILLIAN SAMUEL, SOU UMA MÃE FELIZ POR TER VOCÊ! ATRAVÉS DE VOCÊ EM DEUS APRENDI E TENHO APRENDIDO A VIVENCIAR COISAS LINDAS SOBRE O AUTISMO, EXPERIÊNCIAS MARCANTES, QUE A CADA LÁGRIMA, A CADA SORRISO VIVEMOS DIA APÓS DIA, CHORANDO OU RINDO QUERO VIVER A CADA DIA COM VOCÊ E EM FAMILIA PODEMOS DIZER SOMOS UMA FAMÍLIA AZUL POR TER VOCÊ! 
TE AMAMOS WILLIAN SAMUEL

29 março 2013

Diversas Cidades Apoiam Dia Mundial do Autismo


 São Paulo, março de 2013 - Iluminado de Azul! É assim que os principais monumentos do Brasil ficarão entre os dias 1º e 07 de abril, em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, que é celebrado no dia 2 de abril, data decretada pela ONU - Organização das Nações Unidas, desde 2008.

A ação ganha destaque pela ONG Autismo & Realidade, que marcará a data com a iluminação em azul, cor definida para o autismo, em vários prédios e monumentos importantes, entre eles a Ponte Estaiada e o Monumento das Bandeiras em São Paulo; o Cristo Redentor no Rio de Janeiro; o Prédio do Senado, em Brasília; Elevador Lacerda na Bahia; e o prédio da Justiça Federal, na Paraíba.

A grande festa será em Aparecida do Norte - SP, o segundo maior templo católico do mundo fará uma comemoração especial, com a apresentação da orquestra sinfônica na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, além da iluminação azul.

Este é o sexto ano do evento mundial, que pede mais atenção ao transtorno do espectro autista. Hoje, nos Estados Unidos, estima-se que uma em cada 50 crianças é diagnosticada com autismo, fazendo com que seja mais comum que o câncer infantil, o diabetes juvenil e a AIDS pediátrica juntos. Isso não significa um crescimento da síndrome, mas sim, que cada vez mais, aumenta-se o diagnóstico precoce, trazendo possibilidades para as famílias procurarem apoio e tratamento adequado. O Brasil ainda não possui dados sobre quantas pessoas tem autismo no País.

ONG Autismo & Realidade
Criada em Julho de 2010, a ONG Autismo & Realidade tem como principal objetivo aprofundar e divulgar conhecimento atualizado sobre o Autismo, com campanhas e atividades direcionadas a motivar e orientar as famílias na sua busca por diagnóstico correto, tratamento, educação e inclusão social da pessoa com autismo.

A Autismo & Realidade atende a todas as pessoas do espectro autista, seus familiares, profissionais e entidades que necessitem de informações e conhecimento. Elas podem participar de todas as atividades promovidas pela ONG, além de obter informações pelo site www.autismoerealidade.org, incluindo acesso ao manual "Kit dos 100 dias". A Autismo & Realidade foi autorizada pela Autism Speaks - referência em Autismo - a traduzir e adaptar o conteúdo "Autismo: Manual para as Famílias" e publicá-lo no site. O manual traz informações gerais sobre autismo que são necessárias e úteis para as famílias cujos filhos foram diagnosticados recentemente.

Fundada por um grupo de pais, liderados pelo Prof. Dr. Marcos Tomanik Mercadante, a ONG Autismo & Realidade ainda luta para eliminar preconceitos, despertar interesse e boa vontade da sociedade brasileira, apoiar a formação e capacitação de profissionais e instituições para trabalhar pela pessoa com autismo, investir em pesquisas e agir para que os direitos legais das pessoas com autismo e suas famílias se apliquem corretamente.
fonte:http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/392160/diversas-cidades-apoiam-dia-mundial-do-autismo/

Serviço:


ONG Autismo & Realidade
www.autismoerealidade.org
Endereço: Rua Guarará, 529 - 9º andar cj. 91 - Jardim Paulista - São Paulo - SP
Tel.: (11) 2389.4332

Palestra marcará Dia do Autista na Capital



Na próxima segunda-feira (1 de abril), das 8h às 12h, acontece no plenário Júlio Maia da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, a 8ª sessão ordinária dos deputados estudantes.

Estão programadas palestras com a professora Clarice Maciel, diretora da Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet, e Mara Rubia Gamon, assessora do gabinete do deputado Antônio Carlos Arroyo (PR), que falará a respeito da lei federal 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista – Lei Berenice Piana.

A lei foi batizada com o nome de Berenice Piana que, por ser mãe de um autista, auxiliou na criação da legislação a partir de uma proposta feita à Comissão de Direitos Humanos do Senado.

Ela assegura os benefícios legais de todos os indivíduos com deficiência, como reservas de vagas em empresas e o atendimento preferencial em instituições como bancos, e também a participação em planos de saúde e o acesso a médicos, como neurologistas, psiquiatras e terapeutas de fala. 
fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/palestra-marcara-dia-do-autista-na-capital_178108/



26 fevereiro 2013

Divulgando livro sobre o autismo ---- QUEM AMA NUNCA DESISTE! DE RAQUEL MARA L. CORREIA E ILUSTRAÇÕES DE SONYA MELLO


QUERO CONVIDAR VOCÊS PARA APRECIAR ESTE LIVRO!
O livro conta a história de um jovem casal que teve um filho autista e fala de suas dificuldades em encontrar uma escola especializada para ele. também mostra que o amor e a dedicação da família, permitem à ele, se desenvolver em todos os setores da vida (alfabetização, artes, esportes, etc)

O livro tem 31 páginas, mede 17 x 24 cm e custa R$ 30,00 + despesa correio





FONTE:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.477431995630597.107502.100000914032790&type=3

04 fevereiro 2013

Notícias do Willian sobre o tratamento com remédios.

OLÁ AMIGOS E AMIGAS SEGUIDORES DO BLOG E DA FAN PAGE!
DEMOREI UM POUCO A VIR POSTAR POIS ESTAVA AGUARDANDO RESPOSTAS COM O MEDICAMENTO QUE O WILLIAN ESTÁ TOMANDO .......VAMOS ENTÃO AS NOVIDADES!

BOM NO FINAL DO ANO LEMBRANDO QUE ELE NÃO ESTAVA BEM DEVIDO A MUITAS MUDANÇAS QUE OCORRERAM NO DECORRER DO ANO DE 2012. E A MUDANÇA MAIS FORTE QUE HOUVE FOI A ALIMENTAÇÃO COMO EU JÁ HAVIA RELATADO, ELE NÃO ACEITAVA COMIDA A NÃO SER FAST FOOD ENTÃO A PROFESSORA DELE CONSEGUIU FAZER COM QUE ELE ACEITASSE E EM CASA SÓ PASSOU ACEITAR APÓS VER O VÍDEO SE ALIMENTANDO LÁ NA APAE.
SÓ QUE TEM UM PORÉM EU LI RELATOS QUE DEPENDENDO DE MUDANÇAS MUITOS FORTES PARA O AUTISTA E CORRERIA O RISCO DE UMA RECAÍDA ALGO QUE EU JÁ ESTAVA CIENTE MAS NÃO ESPERAVA QUE O BACK FOSSE TÃO FORTE!
POIS É, E FOI ELE REGREDIU E PASSOU A FICAR MUITO AGRESSIVO E SEM CONTROLE.
PASSAMOS ENTÃO A ESTAR TODA SEMANA COM A MÉDICA DELE. PRIMEIRO ELA PASSOU O QUETIAPINA 2 COMPRIMIDOS A NOITE E DEPOIS PRA 2 A NOITE E 2 PELA MANHÃ, MAS INFELIZMENTE NÃO RESOLVEU. TIROU E PASSOU O VALPROATO DE SÓDIO EM XAROPE 5ML À NOITE  E DEPOIS 5ML À NOITE E MAIS 5 ML PELA MANHÃ.
 COM ESTE ÚLTIMO ELE TEVE BONS RESULTADO MAS INFELIZMENTE PASSANDO AGORA NESTE FIM DE JANEIRO PARA FEVEREIRO ELE VOLTOU A FICAR AGRESSIVO.
CONFESSO QUE HOJE AO ESCREVER ISSO ME SINTO CANSADA E EXAUSTA, POIS NÃO TENHO DESCANSADO , NÃO TENHO RECURSOS QUE AJUDE A AMENIZAR A SITUAÇÃO COMO PODER PAGAR UMA TERAPIA QUE ELE PUDESSE TER TODOS OS DIAS ,
AGORA NO MOMENTO ELE ESTÁ FAZENDO   HIDROTERAPIA  UMA VEZ POR SEMANA ,
E ESTOU PAGANDO POR SESSÃO CADA SESSÃO SÃO R$40,00  ENTÃO FICA DIFÍCIL PAGAR PARA ELE FAZER TODOS OS DIAS CONFESSO QUE FICO TRISTE POIS SEI E VEJO O QUANTO A ÁGUA AJUDA NO TRATAMENTO PARA AUTISTA E ELE AMA ÁGUA.
E NO FINAL DO ANO PASSADO ELE FICOU NOS ÚLTIMOS DIAS DE AULA APENAS UMA HORA E MEIA NA APAE , DEVIDO AOS SURTOS O QUE DAVA PRA VER QUE AS COISAS NÃO VÃO BEM !
DEIXO AQUI MEU DESABAFO E ROGO AS ORAÇÕES DAQUELES QUE ORAM E AQUELES QUE GOSTAM DE CONTRIBUIR PARA OS TRATAMENTOS DELE.
 AQUI VAI MEU AGRADECIMENTO, EMBORA AS COISAS NÃO ESTÃO BEM QUERO AGRADECER A TODOS QUE NOS APOIAM NESTA CAUSA!
SEM MAIS PALAVRAS.........

22 janeiro 2013

O Sem Censura fala sobre o autismo






O Sem Censura fala sobre o autismo. Leda Nagle conversa sobre o tema com o psiquiatra Fábio Barbirato.

A cartilha "Ele é autista... O que faço?" é o assunto da presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Adriana Alves.

Já o jornalista Ilton Caruso apresenta o site "Mundo Azul", dedicado a divulgar informações sobre o autismo.
fonte: tv Brasil canal do you tube

09 janeiro 2013

Aprovado projeto que garante a autistas os mesmos direitos de pessoas com deficiência 07/12/2012 - 14h47


Brasília – Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo vão ter os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A garantia foi conquistada ontem (6) com a aprovação no plenário do Senado do Projeto de Lei do Senado 168/11, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

A lei está sendo vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial  no trabalho.  

“O tratamento dessas pessoas requer tempo e muitos profissionais, por isso, esse horário especial é necessário para adequar a rotina da família”, explica a microempresária, Berenice de Piana, mãe de Dayan de Piana, de 18 anos. Ainda segundo Berenice, que também é integrante do Mundo Azul – grupo de pais de Itaboraí, no Rio de Janeiro, em defesa do autista – essa lei é muito importante “porque tira essas pessoas do limbo”.  Ela ressalta que antes da aprovação do projeto - que agora só depende da sanção da presidenta, Dilma Rousseff, para virar lei - os autistas não eram considerados nem pessoas normais, nem com deficiência.  

No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o transtorno funcional, mas segundo a Associação em Defesa do Autista (Adefa), uma das que ajudou na construção da proposta, cerca de 2 milhões de brasileiros têm o problema. Segundo a entidade, o autismo chega a ser mais comum entre crianças, que doenças como a aids e o diabetes. Para resolver o problema da falta de estatísticas oficiais, o projeto cria um cadastro único dos autistas.

Além de articular as ações de órgãos e serviços em todos os níveis de governo nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, o texto aprovado prevê punições para atitudes discriminatórias, como multa de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo. A regra vale até mesmo quando não houver mais vagas nas instituições de ensino. Em casos de "comprovada necessidade", o estudante com o transtorno deve ser incluído nas classes comuns de ensino regular. Se houver reincidência pelos professores ou outros integrantes da escola, preservado o direito ao contraditório e a ampla defesa, está prevista a perda de cargo por meio de processo administrativo.


Um dos grandes desafios do Brasil em relação a pessoas com autismo é a falta de profissionais capacitados para atuar na área, inclusive médicos. A esperança dos pais é que como o projeto estabelece a criação de centros de tratamento multidisciplinar em todo o país, force essa capacitação. “O período mais importante para tratamento é 0 até os 5 anos, mas a gente fica perambulando pelos consultórios. Quando a gente consegue o diagnóstico, já se perdeu um tempo precioso. Como o problema não tem cura, quanto mais cedo a estimulação, mais chance essas pessoas têm de desenvolvimento”, alerta Berenice.

Durante a discussão da proposta chegou a ser apresentada uma emenda que previa penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. Mas o trecho foi retirado do texto porque o relator da proposta, senador Wellington Dias (PT-PI), argumentou que as penas previstas no Código Penal são mais rígidas que as propostas no projeto.

“Para nós, pais que temos filhos com autismo, é um marco que encerra um período de pessoas abandonadas, que viviam enclausuradas em suas casas. A partir da aprovação [do projeto], a história de sofrimento e dor acabou.” comemorou o militar Ulisses da Costa Baptista, um dos fundadores da organização não governamental Mão Amiga, do Rio de Janeiro, e pai de Rafael, de 16 anos. Ele ressaltou que a mobilização dos pais foi fundamental para que a lei fosse aprovada em dois anos, tempo considerado rápido para a tramitação de projetos no Congresso. “ Os pais agora tem um instrumento legal e fazer esses direitos saírem do papel só depende agora que eles continuem engajados”, disse.

A pedido Ulisses, em agosto de 2007, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio entrou com uma representação na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o Brasil. O documento, que até hoje está em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento aos autistas, como tratamentos avançados, existentes, por exemplo, nos Estados Unidos.

O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista. É diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias. Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento dessas pessoas.

fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-07/aprovado-projeto-que-garante-autistas-os-mesmos-direitos-de-pessoas-com-deficiencia