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23 junho 2012

AS CONSIDERAÇÕES SOBRE O AUTISMO: O IMPACTO DO RUMOR DA LÍNGUA


No dia 18 de abril, a Seção São Paulo teve o lançamento do livro
 Autismo(s) e Atualidade: Uma leitura lacaniana,
organizado por Alberto Murta, Analícea Calmon eMárcia Rosa e publicado em edição conjunta da Escola Brasileira de Psicanálise com aScriptum Livros (2012).A apresentação esteve dividida em três partes: na primeira, Margareth Ferraz analisou o
texto de Eric Laurent, “O que nos ensinam os autistas” (2012); na segun
da, Terezinha
 Natal Meirelles de Prado leu e comentou seu texto “Um certo saber 
-fazer com o
léxico”(2012) ; e, por último, Cássia Rumenos Guardado e outros participantes fizeram
intervenções.Margareth Ferraz destaca, desde o início, a nossa responsabilidade diante das psicoses, já que Lacan assinalava que não devemos recuar diante das psicoses, destacando anecessidade de também não recurarmos diante do autismo.E lembra que, para Laurent, essa categoria está se ampliando, ao mesmo tempo em que,no DSM-V, se tenta excluir a categoria de Asperger
 – 
fato que tem sido questionadopelos próprios autistas de altas habilidades que nela se reconhecem.A seguir, destaca que, com relação à medicina, não existem medicamentos para oautismo da mesma forma como não há também financiamento para pesquisas sobre oautismo. A ideia que tem orientado boa parte das investigações contemporâneas é a deque a enfermidade mental seria um déficit de medicamento. Laurent questiona essa
 posição, ao revelar que “toda metáfora q
ue se estabeleceu na língua comum entrepacientes e médicos, abordando a enfermidade mental como um desequilíbrio químico
que precisa ser compensado é falsa ciência, é o império de uma metáfora.” (2012: 20)
Laurent considera de extrema importância que os psicanalistas leiam os relatos dosautistas de altas habilidades, comentando alguns desses casos:1)Sean Barron
 – 
interessou-se pelas estações de rádio que, nos Estados Unidos, sãodesignadas por letras e fazia perguntas, tais como: Você pode captar a WWOL? Vocêpode captar a KDKA? Você pode captar a KUEN? Dez anos mais tarde, Sean revela:
“A sonoridade forte e precisa dessas letras apagava todas as minhas inquietações. Era o
único de toda a escola a ter esse saber. E, quando essas letras ressoavam na minha
cabeça, não me sentia mais inferior.” (2012: 21).
2)Temple Grandin
 – 
professora de zoologia numa universidade americana, que sededicou a construir um dispositivo que visa diminuir o sofrimento dos animais queserão mortos nos abatedouros.3)K. Nazeer escreveu um livro, a respeito de seus quatro companheiros quefrequentaram uma escola especializada para autistas. Todos, a exceção da mulher queera uma pianista dotada e se suicidou, encontram-se em cargos de destaque.

Laurent revela que, nos autistas, haveria uma tentativa de reduzir a um cálculo ou à
repetição de letras, o ruído da língua que equivoca sem parar: “Nesse espectro dos
sujeitos autistas, vemos, então, um cálculo da língua completamente separado do corpoe que, nesse sentido, não funciona como delírio psicótico, já que este sempre implica
algo do imaginário do corpo.” (2012: 23).
Dessa forma, enquanto houvesse o efeito da língua no corpo do psicótico (comoSchreber), com os autistas, haveria dificuldade de esses estabilizarem sua relação com ocorpo. (2012: 23)
E Laurent acrescenta que, “no espectro da experiência autista, o cálculo da língua não se
realiza sem o isolamento de um objeto: num certo ponto do espectro é um enforma, e,em
outro ponto, é um sem forma.” (2012: 25). Trata
-se de um objeto de gozo sem formaque se impõe ao corpo, o qual tem que ser extraído a qualquer custo, ainda que seja com
dor. Esses são objetos que, revela Laurent, anulam a distância: “o sujeito tem seus
objetos ao lado, seja qual for a distância que o separa deles. Ao entrar em seu mundo,esse objeto, apesar de não poder ser nomeado, desperta o rumor da língua, evidenciandoque, para além de todo cálculo, há algo intratável nos equívocos da língua. A criança,que não pode nomear o que existe no mundo, tapa seus ouvidos, porque a língua lhe
está gritando todos os equívocos possíveis.” (2012: 25).O autor destaca ainda que, com relação ao autismo, estamos diante do “... múltiplo da
língua e da letra em sua repetição, não sem o objeto sem forma. O objeto sem formareenvia
 – 
para além das formas do objeto parcial, o objeto a
 – 
a um acontecimento de
corpo fundamental no sujeito autista.” (2012: 26).
Laurent aponta que, nos casos de autismo, há repetição de um Um separado de umoutro, que não reenvia a um outro, produzindo efeito de gozo. E cita o caso de SeanBarron que, em sua lista de manipulação das letras, necessita que elas sejam uma a uma,
com separação nítida entre elas: “A lista que constituía o Um e
que nomeava umaestação de radio era composta precisamente da iteração de letras, sem que constituísse
um significante que reenviasse a um outro.” (2012: 27). Trata
-se, então, de uma listarepetida, sem possibilidade de reenvio para ninguém, ao que Miller nomeia de iteraçãopura
 – 
aquela que produz alívio, estabilizando a angústia
 – 
e é uma repetição que,segundo Sean Barron, lhe dava poder.Margareth destaca que se trata do gozo do Um, de gozo que não pode ser apagado, poisnão há apagamento dessa marca do acontecimento do corpo e cita o comentário deJacques-Alain Miller a respeito do caso Robert de Rosine e Robert Lefort.1) Robert retira todos os objetos da sala em que está com Rosine Lefort, ficando apenascom a mamadeira.2) Vai ao banheiro e grita, tendo a ideia de, um dia, cortar o pênis com uma tesoura deplástico. Segundo Laurent, uma castração real.3) Miller lê o caso de Robert como uma criança que está fundida ao real
 – 
um real ao qual não falta nada

Laurent assinala que, para crianças autistas, não há buraco na dimensão do real: há umatentativa, como no caso Robert, de um forçamento para a inclusão de um buraco, a fimde encontrar saída, diante de um gozo que invade o corpo.O autor assinala a importância de nós nos distanciarmos de uma abordagem psicóticaclássica ou atípica, discutindo os casos de crianças tratadas em instituições.1) Uma criança que só fazia barulho e não suportava a voz do outro e batia pauzinhos. A
analista, posteriormente, fez “ti
-ti-
ti” e o menino, em segui
da, deixa os pauzinhos em
suas pernas e faz “ti
-ti-
ti”, fato que levou ao deslocamento posterior para um “ta
-ta-
ta”.
2) Um terapeuta que contava histórias para as crianças autistas e psicóticas, as quaiscostumavam delirar com os relatos: um menino autis
ta poderia um dia dizer “Sou umlobo de merda!”, propiciando que, posteriormente, ele pudesse falar com o pássaro – 
 outro personagem da história
 – 
, modulando um assobio e possibilitando que, aospoucos, as palavras fossem introduzidas.Laurent destaca ainda que, embora haja coisas em comum entre o campo da psicose e o
do autismo, “não devemos considerar que são campos completamente distintos, comona perspectiva da psicopatologia, mas há uma especificidade que deve ser considerada.”
(2012: 32)Terezinha
 Natal Meirelles do Prado fez, a seguir, a apresentação do seu texto “Um certo
saber-
fazer com o léxico”, no qual parte da ideia de Lacan de que, se uma criança se
protege do verbo ou da voz, ao tapar os ouvidos ou a se recusar a falar, não podemosdizer q
ue está fora da linguagem.” (2012: 153).
E assinala que, na criança autista, a linguagem seria tomada como signo, ou seja, sem aequivocidade característica da estrutura significante. Maleval e Miller, lembra a autora,destacam que a fala não está ligada somente à estrutura de linguagem, mas também, à
substância de gozo e, “Assim, os signos
-ícones utilizados pelos autistas não se
inscrevem no corpo e não veiculam gozo vocal.” (2012:154). Esse fato impõe um
distanciamento entre esses autistas e aqueles tidos como de alto nível (Asperger), queconseguem comunicar-se e circular socialmente, mas que se mantêm isolados em
relação aos sentimentos. A autora assinala ainda que “haveria uma constante no tipo
clínico do autismo: retenção do objeto de gozo vocal e recusa a assumir a voz
enunciativa na fala.” (2012: 155), o que assumiria variações, como mutismo, ecolalia,
canções, fala desprovida de afeto etc.O ideal para os autistas é uma linguagem como deserto de gozo, uma linguagem semequívocos, revela Terezinha, na qual, há uma identidade entre as representações e ascoisas e a denominação seria fixa. Essa visão pode levar, segundo Maleval, à construção
de “Outro de síntese” – 
um outro que seja previsível, estável, organizado, tranquilizantee que funciona como uma ordem, um sistema de garantias. Em seguida, a autora cita
Laurent, quando esse revela: “no autismo, o retorno do gozo não se efetua nem no lugar 
do Outro, como na paranoia, nem no lugar do corpo, como na esquizofrenia, mas,
sobretudo, em uma borda.” (2
012: 157).A decorrência desse enfoque é que a direção do tratamento no autismo não levaria nema uma espécie de maternagem como suplência ao que não se efetivou, nem a medidas 
socioeducativas, visando à adaptação do sujeito a um funcionamento neurótico, nem àtentativa de fazê-lo passar a uma esquizofrenia, mas sim, se voltaria para a via dosinthoma, atentando para a construção de um saber-fazer com o real de gozo, pelopróprio sujeito.Terezinha apresenta o caso de Rafael, uma criança de nove anos, paciente de umhospital psiquiátrico e que apresentou mutismo até os quatro anos de idade, quando afamília descobriu que ele era capaz de falar e ler, com memória notável. O garoto tinhadificuldades no convívio com outras pessoas. Rafael não queria comer alimentocolorido. Só aceitava macarrão, batatas fritas e alimentos semelhantes. Não foi possívelingressar na escola, porque, àquela época, as crianças com essas condições eramrecusadas.O menino falava bastante sem variações tonais. Entretanto, depois de assistir a umapeça em que os direitos da criança foram discutidos, ele conseguiu se dirigir ao diretor


de uma escola próxima de sua casa, demandando: “Toda criança tem direito à escola.Por que não posso estudar aqui?” e foi admitido em classe de acel
eração. Rafael tinhadificuldade em se portar como aluno: ia para a frente da sala e tentava atuar como sefosse o professor.Terezinha comenta que Rafael articula muito bem as palavras, mas seu sistema não oinclui como emissor: cada resposta é o rearranjo dos textos anteriores lidos ememorizados. Esse uso da linguagem feito por ele não inclui um verdadeiro
endereçamento ao Outro, mas, ao contrário da aparência, funciona como um “Outro desíntese”. (2012: 163). E, finalmente, ela destaca que o tratament
o de um sujeito autistaexige estar atento ao que o próprio sujeito institui como sua solução, visando dar ordemao caos do mundo e acompanhá-lo na construção de uma nova borda, sem querer forçar,de nossa parte, uma alienação que não se efetuou (2012: 164).Na terceira parte, Cássia inicia seu comentário, assinalando a precisão do texto deLaurent em relação ao objeto de gozo sem forma que se impõe ao corpo
 – 
situação emque é preciso extraí-lo a qualquer custo, pois o real é aquilo em que não falta nada. Otratamento analítico oferece possibilidade diante de crianças que são deixadas à própriasorte.O autismo revela a importância do rumor da língua e da sensibilidade das crianças, oqual não diz respeito à uma simples sensibilidade auditiva, como destaca Laurent.Além dessas colocações algumas questões foram trazidas pelo público em alentadosdebates: A diferença entre autismo e psicose? A diferença do S1 do gozo para o autista?A questão da equivocidade
 – 
o rumor da língua
 – 
e a criança autista?


Leny Magalhães Mrech


fonte: http://pt.scribd.com/doc/92987072/NOVAS-CONSIDERACOES-SOBRE-O-AUTISMO

Aumento de autismo pode estar ligado a pais inteligentes


Cientistas estão analisando uma teoria que afirma que pais inteligentes têm mais chances de ter filhos autistas. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Cambridge está explorando a ligação entre pais que tem profissões como engenheiros, cientistas e programadores de computador e o desenvolvimento de seus filhos.
Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Investigação do Autismo na universidade, disse que há sinais de que adultos que trabalham com ciência e matemática são mais propensos a ter filhos autistas.
Em 2001, um relatório revelou que os matemáticos tiveram maiores taxas de autismo do que outras profissões. Um estudo em 1997 mostrou que os filhos e netos de engenheiros tinham maior probabilidade de serem autistas.
O professor Baron-Cohen afirmou que pessoas que têm trabalhos relacionados com sistemas, análise de sistemas, por exemplo, podem ter um cérebro extremamente masculino por causa de níveis aumentados de testosterona.
A nova investigação vai analisar casais que trabalham com sistemas para descobrir se seus filhos tem maior probabilidade de desenvolver autismo. Os resultados estarão disponíveis em cerca de um ano, de acordo com os pesquisadores. 
fonte:http://hypescience.com/aumento-de-autismo-pode-estar-ligado-a-pais-inteligentes/

Porque alguns com autismo severo ‘desabrocham’


Um pequeno número de crianças com autismo severo “desabrocham” com o tempo e progridem até um estado plenamente funcional. Agora, um novo estudo talvez possa revelar em parte porque isso acontece.
Na maior parte dos casos, crianças com autismo severo melhoram muito pouco com o tempo. Mas o novo estudo mostra que entre elas, cerca de 10% “desabrocham”, e possuem um fator em comum: o status socioeconômico. Isso sugere que a melhora é decorrente de um melhor acesso à qualidade e intensidade de tratamentos.
“Essa disparidades socioeconômicas sugerem que o acesso igualitário aos serviços e intervenções em crianças menos privilegiadas é vital”, afirma a pesquisadora Christine Fountain.
Fountain e colegas analisaram dados de quase sete mil crianças, entre dois e 14 anos, com autismo. Elas possuíam pelo menos quatro anos de análises que descreviam a severidade dos sintomas da doença.
A maior parte das crianças experimentou algum tipo de melhora na comunicação e habilidades sociais com o tempo. Mas quanto maior a severidade do autismo, no início da vida, menor a tendência de melhora com o crescimento. Os melhores progressos geralmente foram vistos antes dos seis anos.
O fato da progressão dos que “desabrocham” estar ligada ao status socioeconômico indica que os fatores por trás da causa do autismo não são os únicos envolvidos no desenvolvimento delas. fonte:http://hypescience.com/porque-alguns-com-autismo-severo-desabrocham/[LiveScience]

Cientistas descobrem novo neurônio em macacos

A identificação do neurônio von Economo, já encontrado em seres humanos e em alguns mamíferos, pode ajudar estudos sobre a evolução da autoconsciência e sobre problemas neuropsiquiátricos como o autismo



Um grupo de cientistas do Instituto Max Planck, da Alemanha, descobriu um novo tipo de neurônio em macacos com cauda - grupo que exclui os denominados Grandes Primatas: gorilas, chimpanzés e orangotangos -, que antes se acreditava estar presente apenas em humanos e em alguns mamíferos com comportamento social complexo como grandes primatas, golfinhos, elefantes e baleias.


O neurônio encontrado, chamado von Economo (da sigla em inglês, VEN), no ser humano, está presente na ínsula e está relacionado a processos de autoconsciência. Pacientes com autismo e outras doenças neuropsiquiátricas apresentam alterações na quantidade de VEN.
Saiba mais


NEURÔNIO VON ECONOMO
O neurônio von Economo (VEN) está presente quase que exclusivamente na ínsula anterior e o córtex cingulado anterior. Até recentemente, acreditava-se que o VEN só existia em humanos, grandes primatas e alguns mamíferos de cérebro grande com comportamento social complexo, como baleias e elefantes. O VEN tem um formato peculiar de fuso: é alongado e tem as extremidades mais estreitas que o centro. Em autismo e em casos de demência, têm sua quantidade alterada.  


ÍNSULA
Região do cérebro relacionada à percepção, comportamento social e autoconsciência. A parte anterior da ínsula, em particular, é onde os seres humanos sentem conscientemente as emoções subjetivas como amor, ódio, ressentimento, autoconfiança ou constrangimento. Em relação a esses sentimentos, a ínsula anterior está envolvida em várias psicopatologias. Danos na ínsula levam à apatia e à incapacidade de distinguir quais sentimentos nós ou a pessoa com quem conversamos sente.


Os resultados da pesquisa liderada por Henry Evrard, neuroanatomista do Instituto Max Planck, foram publicados na última edição da revista Neuron.


Em estudos anteriores, os cientistas não tinham encontrado sinais dessas células em cérebros de macacos, exceto no grupo de grandes primatas, que são os parentes mais próximos do homem. Evrard descobriu esse tipo de neurônio diferenciado enquanto analisava um pedaço de cérebro de macaco para um outro experimento. Os neurônios von Economo são longos e têm corpos mais largos do que os demais.


De acordo com os especialistas, a morfologia, o tamanho e a distribuição do VEN em macacos sugerem que ele é, pelo menos, uma espécie primitiva do neurônio similar encontrado no homem. Essa descoberta traz novas oportunidades para examinar em detalhe as conexões e funções de uma célula e de uma região do cérebro específica, que poderiam ser peças fundamentais para a autoconsciência humana e para entender distúrbios mentais como autismo e algumas formas de demência.


Os cientistas explicam que, embora os macacos não consigam se reconhecer no espelho, marca comportamental da autoconsciência, a descoberta fornece evidências persuasivas de que macacos possuem, pelo menos, uma forma primitiva de VEN humano.


“Isso significa, ao contrário do que se pensava antes, que a concentração de VEN não é uma exclusividade de hominídeos, mas também ocorrem em outras espécies de primatas”, explica Henry Evrard.


Para o pesquisador, a descoberta do VEN em macacos pode ajudar os cientistas a entender o processo de evolução da autoconsciência em humanos e contribuir também para o entendimento de incapacidades neuropsiquiátricas como autismo ou a dependência de drogas ou de cigarro.


Tales Alexandre Aversi Ferreira, neurobiologista especilista em primatas da Universidade Federal de Goiás comenta a descoberta: "Com esse estudo, os autores quebraram uma hipótese. A neurociência é muito demorada, ela anda devagar. Essa descoberta é muito importante, mas ainda não revela muito."


Ferreira comenta que, ainda que a descoberta isolada não traga muitos avanços, ela pode ser um estimulante para novas pesquisas sobre o tema: "Possivelmente, alguns neurocientistas começarão a gerar projetos para verificar a presença destes intrigantes neurônios em outros primatas o que poderá indicar novas hipóteses, agora mais concisas, sobre a evolução e funcionamento do sistema neural e sobre as doenças associadas aos neurônios von Economo."


Opinião do especialista


Tales Alexandre Aversi Ferreira


Neurobiologista especilista em primatas. Professor da Universidade Federal de Tocantins e pesquisador colaborador da Universidade de Toyama - Japão


"Para a construção do conhecimento, hipóteses são sugeridas antes de novas descobertas para consolidarem teorias. Neste caso, a hipótese aceita pela sociedade dos neurocientistas em relação aos neurônios von Economo, era que eles existiam somente nos animais de grandes encéfalos, no entanto, eles não foram procurados em todos os animais conhecidos, nem em todos os animais próximos ao homem, ou seja, os primatas. Esses cientistas demonstraram que os neurônios von Economo foram encontrados em um primata mais distante dos grandes primatas e do homem, o famoso Rhesus (aquele que cedeu as iniciais para o fator RH do sangue)."


"Aspectos como o auto-reconhecimento e consciência foram associados aos neurônios von Economo depois que foram encontrados numa parte escondida do encéfalo, que pode ser vista quando se afasta os lados de uma grande abertura lateral chamada de sulco lateral ou de Sylvius, o lobo da ínsula."


"Os aspectos comportamentais relacionados a esses neurônios são intrigantes por serem raramente encontrados na natureza e por indicarem uma pista a mais para se conhecer o caminho evolutivo que levou o homem a ser a espécie mais inteligente do planeta."

Carlos Manuel Nunes Filipe desvenda os conceitos, mitos e preconceitos do Autismo


«Autismo - Conceitos, Mitos e Preconceitos» é a nova proposta da Verbo para este mês de Junho. A obra é escrita por Carlos Manuel Nunes Filipe, que tem a Especialidade de Psiquiatria e o grau de Competência em Neurofisiologia Clínica, além de ser doutorado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, desenvolvendo trabalho de investigação em áreas da Fisiologia e da Fisiopatologia do Sistema Nervoso Central, na Holanda e em Portugal.
«Partindo de uma revisão histórica, onde se descreve como surgiram e evoluíram as ideias sobre a natureza e a clínica das perturbações do espectro do Autismo, são revistas as principais questões com que se depara quem lida com este tipo de perturbações do desenvolvimento: definição, origem, epidemiologia, diagnóstico, intervenções clínicas e terapêuticas.
Mais do que de uma revisão do estado da arte sobre as Perturbações do Espectro do Autismo, este livro resulta de uma experiência pessoal, tanto científica como clínica, de um dos mais importantes estudiosos do tema em Portugal.
As ideias e os conceitos são analisados e criticados, apresentando e fundamentando os pontos de vista do autor, com base em casos da actividade clínica»

Ácido fólico diminui risco de grávidas terem filhos com autismo

Suplementos do nutriente já são recomendados a gestantes para evitar má formação do feto





Mulheres que consomem quantidades adequadas de ácido fólico durante a gravidez reduzem as chances de seus filhos terem autismo, de acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Esse nutriente, também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis e feijão e é indicado a gestantes para evitar má formação congênita. O estudo será publicado na edição do mês de julho do periódico The American Journal of Clinical Nutrition.


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ÁCIDO FÓLICO
Também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis, tomate, feijão, lentilha e cogumelo, em bebidas como a cerveja e em suplementos vitamínicos. Recomenda-se o consumo da vitamina a mulheres que estão pensando em engravidar — de preferência 90 dias antes da fecundação e durante toda a gestação. O ácido é associado a um menor risco de má formação congênita.


Segundo os autores do estudo, o ácido fólico protege o feto contra problemas no desenvolvimento do cérebro que podem acarretar reações no DNA capazes de alterar a maneira pela qual o material genético é lido. Suplementos da vitamina são recomendados — ao menos nos EUA e no Brasil — para que as mulheres grávidas garantam uma formação saudável de seus fetos.


Leia também: Ácido fólico na dieta materna reduz risco de câncer infantil


Participaram do estudo 837 mulheres grávidas e, durante seis anos, os pesquisadores acompanharam o desenvolvimento de seus filhos. A equipe concluiu que tomar 600 microgramas de ácido fólico ao dia — tanto por meio de suplementos quanto de alimentos ricos no nutriente — durante o primeiro mês de gravidez é capaz de reduzir as chances de uma mulher ter um filho com autismo.


Os pesquisadores também concluíram que as mães das crianças que apresentaram desenvolvimento típico — ou seja, não demonstraram sintomas nem de autismo e nem de atraso no desenvolvimento — foram aquelas que mais ingeriram ácido fólico durante o primeiro mês de gravidez. Eles também indicaram que quanto mais ácido fólico uma grávida consumia, menor o risco de seu filho desenvolver a desordem.


Recomendações — “Essa pesquisa teve resultados semelhantes ao de outras que sugeriram o efeito protetor do ácido fólico em relação ao desenvolvimento neurológico do feto”, diz a coordenadora do estudo, Rebecca Schmidt. “Além disso, as conclusões apoiam as recomendações para mulheres em idade fértil em relação ao consumo de ácido fólico, que são de ao menos 600 microgramas de ácido fólico ao dia”.


Embora sejam essas as recomendações para gestantes nos Estados Unidos — estipuladas pelo órgão americano Food and Drug Administration (FDA), no Brasil elas são diferentes. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recomenda-se que adultos ingiram 240 microgramas de ácido fólico ao dia e gestantes, 355 microgramas. Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. No país, desde 2004, a Anvisa tornou obrigatória a inclusão de ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho e em seus subprodutos. A justificativa para a medida foi justamente a redução no risco de má formação do feto comprovada por diversos estudos.


Epidemia — Em março deste ano, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde americano, divulgou dados mostrando que, em 2008, uma em cada 88 crianças nos Estados Unidos tinha autismo, uma incidência 23% maior do que em 2006. “O que é reconfortante é saber que medidas específicas em relação à ingestão de ácido fólico por meio de alimentos ou suplementos podem ajudar as mulheres a diminuírem as chances de seus filhos desenvolverem o problema”, afirma Irva Hertz-Picciotto, outra autora da pesquisa.

Autismo: um problema, muitas causas


Autismo: uma única palavra que sugere uma única doença. Mas na verdade, cada pessoa que vive com esse transtorno tem uma doença muito particular. Uma avalanche de novos dados genéticos, descoberto em um estudo, mostra claramente que não há um único culpado pelo autismo.
Cada caso surge de uma mistura única de fatores genéticos e ambientais que funcionam como um gatilho para a doença. Por isso, descobrir a causa do transtorno em cada pessoa é praticamente impossível.
Se a notícia soa cruel, na verdade ela contém muita esperança. Isso porque com a descoberta de um grande número de aberrações genéticas, será possível encontrar os pontos em comum que levam ao autismo e combatê-los.
As mudanças genéticas descobertas no estudo podem responder questões cruciais aos cientistas, sobre o porquê os meninos são mais vulneráveis do que as meninas, por exemplo – o autismo atinge quatro meninos para cada menina.
Alguns dos genes afetados por essas alterações parecem funcionar em redes comuns de atividade molecular no cérebro, e muitas dessas mutações genéticas prejudicam a comunicação entre as células nervosas. Entender esse processo e encontrar outras atividades celulares em comum pode levar a maneiras eficazes de combater o autismo, independentemente do que o causou.
As famílias que convivem com autistas estão sendo muito pacientes, com a espera de muitos anos pela solução do problema. Enfim, os geneticistas estão trazendo uma boa notícia, já que os estudos dos últimos meses nessa área têm sido um processo produtivo e animador quanto ao combate da doença.
As atuais pesquisas vêm em dois sentidos: na análise das mudanças de DNA com a identificação e as relacionando entre si, e estudando como os genes se comportam nos autistas.
A compreensão dos problemas, das alterações genéticas em comum e a descoberta das redes cerebrais que se comportam de maneiras semelhantes podem levar os cientistas a encontrar maneiras de tratar ou prevenir o autismo no futuro. Descobrir maneiras de proteger os processos cerebrais vulneráveis ao transtorno pode vir a ser ainda mais importante do que saber exatamente como as coisas deram errado nos processos cerebrais. 
Fonte:http://hypescience.com/autismo-um-problema-muitas-causas/[Science News]

Teste pode indicar autismo em crianças de 6 meses


Um novo estudo descobriu um fator que pode indicar se uma criança com alto risco genético vai desenvolver autismo.
A pesquisa foi realizada por Rebecca Landa, do Center de Autismo e Distúrbios Relacionados do Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, EUA. Pesquisadores da Escola Médica de Harvard (EUA) e do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) também contribuíram para o estudo.
O autismo é uma condição difícil de ser diagnosticada. Atualmente, não é possível dizer se uma criança é autista até que ela tenha pelo menos 3 anos.
Agora, um novo fator que pode ajudar a prever se uma criança será autista foi descoberto por Landa: observar o controle motor de bebês de 6 meses, da cabeça e do pescoço. Se esse controle for fraco, as chances da criança ser autista são de 90%.
Mas isso só funciona para crianças com alto risco de autismo, que tem um irmão autista, por exemplo (histórico familiar). Esse foi o critério usado no estudo, que analisou 40 crianças com alto risco para alguma condição do espectro do autismo porque tinham um irmão com a doença.
Os bebês foram testados com 6, 14, 24, 30 e 36 meses. 90% das crianças diagnosticadas com autismo aos 36 meses (3 anos) exibiram pouco controle motor da cabeça mais novas.
O teste é o seguinte: o bebê é colocado sentado, e deve manter o alinhamento da cabeça enquanto é cuidadosamente, mas firmemente puxado pelos braços. O teste pode revelar uma falta de controle postural que é normalmente alcançado aos 4 meses de idade.
“A investigação destinada a melhorar a detecção precoce do autismo foi amplamente focada na medição do desenvolvimento social e de comunicação. No entanto, a interrupção do desenvolvimento motor precoce também pode fornecer pistas importantes sobre transtornos de desenvolvimento como o autismo”, explicou Landa.
A pesquisadora sugere que a avaliação de habilidades motoras seja incorporada a outras avaliações comportamentais para apontar sinais precoces do autismo, ou até mesmo, mais amplamente, atrasos no desenvolvimento social ou de linguagem.
Um outro estudo já havia indicado um possível teste para detectar o autismo precocemente, através da voz das crianças. Um dispositivo grava a voz da criança por um dia. A fala precoce de crianças com autismo, em particular a forma como eles pronunciam as sílabas das palavras, são distintas das outras crianças, coisa que o sistema pode perceber. Segundo cientistas, o aparelho tem precisão de 86%.
Outros riscos para autismo


Histórico familiar (ter um parente com autismo) aumenta as chances de uma criança ser autista. Além disso, outros estudos indicaram outros riscos de autismo. Por exemplo, cientistas da Universidade de Cambridge, Reino Unido, estão analisando uma teoria que afirma que pais inteligentes têm mais chances de ter filhos autistas.
Também, o autismo é quatro vezes mais comum em homens do que em mulheres. Segundo pesquisadores, isso tem a ver com hormônios. A testosterona e o estrogênio têm efeitos opostos sobre um gene apelidado de RORA. Nos neurônios, a testosterona diminui a capacidade das células de expressar ou se ligar ao gene, e pessoas com autismo apresentam níveis mais baixos de RORA do que as pessoas sem a condição.
Além disso, uma pesquisa indicou que crianças cujas mães tomam Zoloft, Prozac e outros antidepressivos similares durante a gravidez são duas vezes mais propensas a desenvolver autismo ou um distúrbio relacionado.
Bebês extraordinariamente pequenos quando nascem também têm mais chances do que a média de desenvolver um transtorno do espectro do autismo mais tarde na vida.[LiveScience]
fonte:http://hypescience.com/teste-pode-indicar-autismo-em-criancas-de-6-meses/

11 junho 2012

AGRADECIMENTO PELOS PARABÉNS DO WILLIAN

OLÁ AMIGOS E AMIGAS VIM HOJE AGRADECER DEPOIS DE UMA SEMANA
AGRADEÇO A TODOS QUE COMPRTILHARAM COMIGO O NIVER DO WILLIAN ESPEREI UMA SEMANA PARA FAZER ESTE AGRADECIMENTO PORQUE SEI QUE MUITOS NÃO IRIAM TER TEMPO DE DAR PARABÉNS SÓ NAQUELE DIA04/06..
.ENTÃO VAI AQUI MEU CARINHO E GRATIDÃO POR TODOS JUNTAMENTO COM O WILLIAN E AGRADEÇO MAIS UMA VEZ A TODOS QUE SE EMPENHARAM PARA AJUDAR NA COMPRA DO TABLET. E POR GRATIDÃO QUERO COMPARTILHAR UMA FOTO DO WILLIAN JÁ USANDO O TABLET...


MEU MUITO OBRIGADA A TODOS EM GERAL DAS REDES SOCIAIS ...NÃO VOU CITAR NOMES POIS NO ULTIMO VIDEO AGRADECENDO JÁ O FIZ NÃO QUERO SER INJUSTA COM NINGUÉM UM GRANDE ABRAÇO. E AGUARDEM ASSIM QUE DER AQUI VAI TER SORTEIO BJSSS!
AGRADEÇO TAMBÉM A TODOS OS COMENTÁRIOS NAS REDES ABRAÇOS MEU E DO WILLIAN!

04 junho 2012

COMENTE AQUI DEIXE SEUS PARABÉNS !!!ANIVERSÁRIO DO WILLIAN É HOJE!!!8 ANINHOS HEEEEEEEEE PARABÉNS WILLIAN FELICIDADES!! TE AMO MEU FILHO!!

PARABÉNS WILLIAN FELICIDADES!! TE AMO MEU FILHO!!

Hoje meu filho, é o dia em que você completa mais um ano de vida.


E eu quero lhe dizer que mesmo antes de você nascer eu já te amava.


Quando você nasceu foi uma alegria imensa, tanto para mim como para os que rodeavam.


Você foi crescendo, e eu estava ali,


para lhe segurar pelas mãos .


O tempo foi passando e a cada dia você com seu jeito meigo e carinhoso,


foi conquistando o coração de cada um que lhe cercava.


Hoje você já está bastante crescido e a cada dia mais bonito.


Quero lhe desejar neste dia tão especial, o meu carinho e amor por você.


E se você precisar de mim pode contar comigo meu filho.


Ame-se, seja gentil consigo e aprenda ter paciência com as suas próprias limitações.


Tudo que eu te desejo neste dia é um Feliz Aniversário meu Filho!

01 junho 2012

COORDENAÇÃO MOTORA E MENTAL DO AUTISTA

 COORDENAÇÃO MOTORA E MENTAL DO AUTISTA
QUERIDAS MÃES E PAIS DE AUTISTAS ESTOU FAZENDO ESTE TÓPICO AQUI, PARA JUNTOS TENTAR ESCLARECER E AJUDAR UNS AOS OUTROS...
NA QUESTÃO DE COORDENAÇÃO MOTORA E MENTAL DE NOSSOS FILHOS AUTISTAS
VOU DEIXAR UMA PERGUNTINHAS AQUI E FICAREI FELIZ SE TODOS PUDEREM RESPONDER
PRECISO MUITO DAS RESPOSTAS DE VOCÊS PARA LEVAR ISSO A CONCLUSÕES E PESQUISAS A PROFESSORA DE MEU FILHO POR FAVOR RESPONDAM SE PUDEREM OBRIGADA  OK! OBRIGADA





COMO SEU FILHO AGE QUANDO VOCÊS PEDEM PARA GUARDAR ALGO COMO POR EXEMPLO A MOCHILA, A CADEIRA VEJAM O VIDEO POR FAVOR!