Pesquisar este blog

codigos blog

assine o feed

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Seguidores e seguidos!

23 agosto 2011

My Keepon, o pequeno robô que poderá atrair crianças autistas


ROBOT/
No que diz respeito a robôs, My Keepon parece não impressionar. Ele tem 25 cm de altura e parece duas bolas de tênis grudadas uma na outra. Ele não tem braços, antena, nem raios laser. O que ele tem é um excelente senso de ritmo. Ligue o stereo e My Keepon começa a ranger, girando o torso e sacudindo a cabeça dentro do ritmo.
My Keepon também tem o apoio de uma das maiores lojas de brinquedos do mundo: a Toys "R" Us, que tem os direitos exclusivos de venda do robô - originalmente uma ferramenta terapêutica para crianças autistas - nos Estados Unidos. 

 
A companhia varejista começará a encher suas prateleiras com o My Keepon no fim de outubro, preparando-o para ser o grande sucesso das vendas de fim de ano. Quando o Natal chegar, se a aposta der certo, a progressão da carreira de My Keepon estará parecida com a de Dr. Phil: de um terapeuta a uma celebridade conhecida no mundo inteiro. "Quando você o vê se sacudindo, não consegue deixar de amá-lo", afirma Richard Barry, vice-presidente da Toys "R" Us.
A história de Keepon começa há sete anos com Hideki Kozima, um especialista japonês em inteligência artificial e robótica da School of Project Design da Miyagi University. Segundo a teoria de Kozima, um robô emotivo poderia ajudar crianças autistas, que ficariam consternadas em interações face a face, reduzindo as complexidades da comunicação a poucos gestos simples. A criança dá um tapinha na cabeça do robô. Ele responde com uma sacudida divertida. A criança fala com o robô. Ele se volta para encará-la e acena com a cabeça.
Para testar sua ideia, Kozima criou Keepon, um robô felpudo e sem boca que tem dentro de si US$ 30 mil em mecanismos, sensores e chips de computador. (O nome é uma palavra formada pela combinação da palavra japonesa para amarelo, kiiroi, e a onomatopeia para saltar.)
No uso clínico, um pesquisador em uma sala de observação manipula o Keepon por controle remoto, ditando sua interação com as crianças. Enquanto testava a engenhoca em creches, Kozima percebeu que as crianças autistas mantinham mais contato visual com o robô do que com pessoas. Comportamentos que eles raramente têm com humanos, como tocar e acalentar, tornaram-se comuns. Desde então, dezenas de centros de pesquisas e universidades compraram o caro robô para trabalhos terapêuticos. "Usar um robô pode ser um verdadeiro quebra-gelo para crianças e médicos", diz Anjana N. Bhat, uma pesquisadora da Neag School of Education da Universidade de Connecticut, que está realizando testes clínicos com robôs e crianças autistas.
O estudo chamou a atenção do dr. Marek Michalowski, um especialista polaco-americano em robótica com experiência em ciências da computação e psicologia. Michalowski está fascinado com a complexidade dos gestos que os humanos usam para se comunicar e imagina se um robô como Keepon poderia reproduzi-los. "Poderemos ter no futuro um robô que vai acenar no tempo apropriado quando ordenarmos a ele que faça um sanduíche", diz ele. Michalowski foi para o Japão em 2006 para trabalhar no laboratório de Kozima e lá começou a ensinar a Keepon o mais universal dos gestos: dançar. Ele desenvolveu um software para que Keepon pudesse balançar sua cabeça no ritmo de músicas mais rápidas e desfalecer durante músicas mais lentas.
No começo de 2007, Michalowski produziu um vídeo de Keepon dançando ao som de "I Turn My Camera On", da banda de rock alternativo Spoon. O pequeno robô amarelo deu tudo de si na produção, balançando para frente e para trás, dando voltas, fazendo barulho e se esticando. O vídeo acabou se transformando em uma sensação da internet, com mais de 2,6 milhões de exibições no YouTube. Entre os espectadores estavam fabricantes de brinquedos interessados em criar uma versão para o consumidor. No ano passado, Michalowski e Kozima decidiram juntar-se à WOW! Stuff, um fabricante de brinquedos e equipamentos eletrônicos do Reino Unido, que concordou em dedicar uma parte das vendas a pesquisas sobre o autismo.
Richard North, o cabeludo diretor-gerente da WOW! Stuff, explica que a companhia vasculha o mundo em busca de boas ideias e depois sua própria equipe de engenheiros refina os produtos. Nesse caso, refinar o Keepon significou criar um novo software para comandar a interação do robô com as pessoas, e substituir muitos dos mecanismos feitos à mão por peças produzidas em série. Por exemplo, a versão da WOW! Stuff, renomeada My Keepon, usa sensores de toque e som para detectar um humano nas proximidades, em vez de câmeras escondidas atrás dos olhos. "Houve grandes limitações de custos, mas tivemos que descobrir meios para acrescentar variação e personalidade e evitar que ele se transformasse apenas em um truque", diz North.
My Keepon tem dois modos: toque e dança. No modo toque, o robô responde a tapinhas com uma variedade de gestos como virar-se, balançar ou espirrar. Parte da graça está em descobrir as reações de My Keepon. Bata seis vezes em sua cabeça, por exemplo, e ele vai se mover rapidamente para cima e para baixo seis vezes, ao mesmo tempo em que emite uma variedade de "bips" parecidos com os do robô R2-D2 da saga "Guerra nas Estrelas".
Há também alguns mistérios no modo dança. Um microfone localizado no nariz de My Keepon capta uma música - ou mesmo um ritmo ou assovio - e roda o tempo e amplitude de onda em um algoritmo que cria uma escolha aleatória. Toque um sucesso de música country e você verá My Keepon mover-se de acordo com o ritmo. Toque a mesma música novamente e My keepon dançará de um jeito diferente, dentro do ritmo.
É esse foco no inesperado que, segundo Michalowski, vai separar My Keepon de outros brinquedos que "perdem a novidade assim que alguém explora todas as suas linhas de respostas". My Keepon pode lembrar sequências de toques e percebe quando está sendo ignorado. Ele vai ajustar seu comportamento com base em seu histórico, balançando de maneiras diferentes e emitindo um brado ocasional em busca de atenção.
Os que dão suporte ao brinquedo o comparam a uma tábula rasa que poderá atrair crianças e adultos. "Você poderá ver Keepon pensativo ou triste, talvez da maneira que você estiver se sentindo", diz Michalowski. North, é claro, está preparando uma linha de acessórios, como roupas ao estilo ocidental, para que as pessoas personalizem o robô de acordo com seus gostos.
A Toys "R" Us pretende instalar displays de alta tecnologia em suas lojas e lançar uma campanha publicitária na televisão. O preço final de venda ainda não foi estabelecido, mas My Keepon será vendido abaixo de US$ 50. "Ele terá uma presença enorme", diz Barry.
A grande esperança de Michalowski é que os recursos obtidos com as vendas de My Keepon ajudem a cobrir os custos de novas unidades terapêuticas, para que novos estudos sobre o autismo possam ser feitos. Ele e North também pretendem oferecer aos apreciadores de robótica os instrumentos para que eles próprios possam programar My Keepon, dando a ele movimentos não sonhados por seus criadores. "Acreditamos que crianças e adultos vão personalizá-lo não só do lado de fora, mas também por dentro", diz North. (Tradução de Mário Zamarian)
fonte:Valor Econômico

Um comentário:

  1. Oie...
    Vim agradecer sua visitinha e saiba que seu blog irá ajudar muitas pessoas, pois nunca esqueça disso: DEUS ELE É FIEL!!!
    Bjnhs e sucesso!!!
    http://mareboucas.blogspot.com

    ResponderExcluir

Oi seja bem vindo (a) fike a vontade e deixe seu comentário e seu link para que eu te visite também abraçoss