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03 agosto 2011

AUTISMO COMO REFERÊNCIA

progresso apresentada pelo deficiente mental, depois de gigantesca busca pela tão sonhada melhora.
Um desabilitado da mente, outro qualificativo insosso, precisa ser permanentemente monitorado, sem o qual seu processo de evolução que deve ser buscado continuamente pode se perder, irrecuperavelmente.
Se um deficiente mental ou não, é um produto da natureza humana, por trás dele esteve uma estrutura de criação que obedeceu a controle, pesquisa e relacionamento sólido.
Quando nasce um deficiente, imediatamente se percebe o amparo da Espiritualidade Maior, comprovando que o Plano Divino não erra, pois todos, neste ato trazem consigo a compreensão, a orientação e a amorosa esperança, que de uma forma ou de outra poderão cumprir com a travessia do Caminho, fazendo superar na dor da descoberta, mistérios e dificuldades a serem transpostas.
Muitos pais, geralmente por falta de orientação ou por ansiedade se deixando envolver por soluções imediatistas, passando a ser portadores da Síndrome do Ninho Vazio, simplesmente pelo fato de não ver no filho nascido o seu ideal de vida, não se concentram na sua própria interação.
No horizonte das interdependências, muitos pais ampliam visões que o ser humano mantém uns com os outros, na tentativa de desenvolver as potencialidades do ideal da criação, reprimindo o que se está sentindo, entendendo tristezas e sentimentos opostos, aceitando os pressupostos da psicologia analítica, livres e despreocupados.
Por mais sólida que seja essa produção, em qualquer situação das idiossincrasias humanas, jamais o deficiente, mental ou não, seria criado para ser mutante, pois é fruto de sonho, sentimento e vida de relação.
Não existe receita de ser perfeito.
O deficiente da mente ou não, não é um produto irregular, está em sintonia com o seu tempo de nascer.
Vem para se completar.
Todo deficiente se constrói ao longo do seu tempo, com características próprias, mesmo que influenciado pela sociedade em particular.
Suas características são os seus diferenciais especiais.
Únicos em emoções e sentimentos, não nascem prontos, são moldados, percebidos ou não, mas guiados para ao menos apresentarem similaridade entre aqueles ditos normais.
Para garantir a sua sobrevivência, o deficiente da mente ou não, estrutura suas necessidades a conta-gotas, criando provocação aos seus amparadores, transformando-as em conquistas.
Exigentes, os deficientes permitem que quem esteja ao seu lado, evolua espiritual e pessoalmente, acompanhe seus anseios até conseguirem apresentar uma personalidade singular. Uma espécie de trato exclusivo.
Para amenizar o sofrimento de quem o cuida, premia-o com ternura, tornando-se atraente em seu amor de significado abstrato, que os leva a titulações científicas, teóricas e práticas, mais parecendo um setor de expedição de atestados para fornecimento do estigma: deficiente. Mentais ou não.
Ninguém nos dias atuais duvida da imprescibilidade dos deficientes.
Eles estão aí, mostrando que vieram para fazer parte do todo, com exclusividade, abrindo conseqüentemente um caminho para especialistas, e experimentalistas, fazerem as provas transitórias dos insucessos dos mecanicismos das ciências, entrecortados pelo sucesso das suas limitações diagnosticadas.
O que de pior os deficientes poderiam trazer, para usar um termo de informática foram os periféricos, que: eles, descontentes em servir de experimentos, conseguiram virar pelo avesso a cabeça dos especialistas, transformando conceitos e paradigmas, produzindo inquietudes profissionais.
De vez em quando, os deficientes não concordam com uma mudança, e apresentam o que pode até parecer um vendaval descontrolado para os seus especialistas, que sem nenhuma convicção nova em que se abrigar, lançam mão da seringa, das gotas ou dos comprimidos, para transformá-los em robôs temporários, ocasionalmente pensando que obtiveram uma vitória sobre a criação divina.
Mais do que a experiência profissional e até a criatividade, foi estabelecida uma fórmula anticriativa de trajetórias negativas ou positivas, ao longo dos tempos de tratamento dos deficientes, que nas horas de eventuais surtos ou reações estereotipadas, os especialistas, sem generalizar é claro, delegam responsabilidades para os próprios, por sua inabilidade em buscar soluções para o “desconhecido” que quer se revelar.
Trabalhar e se aprofundar no estudo da comunicação com os deficientes, a exceção de alguns amorosos abnegados, além de raros e combatidos pela comunidade afim, é muito perigoso, pois também correm o risco de serem vistos como um deficiente na especialidade da profissão que escolheu.
É mais fácil e cômodo manter o status científico protocolar vigente.
Simultaneamente os profissionais, mesmo que paradoxalmente demandassem estudos de forma quase obsessiva pela solução de casos de desabilitados da mente, poderiam enriquecer seus cabedais de conhecimento, não de forma laboratorial, mas com o concreto e o subjetivo proporcionando a satisfação prática da alma.
O deficiente mental ou não, é sempre um novo fantasma, silencioso, no canto, atrás da porta, e quando alguém passa distraído ele faz: búúú.
Provoca espanto, susto, medo e pânico, mas por incrível que isso possa parecer, é quase sempre que neste momento é que ele passa a ser - legível – que no jargão clínico, um paciente/aluno é ou não legível para tratamento pelo seu nível de desenvolvimento.
O filho deficiente, é um destes eventos de grandiosidade indescritível, que oferece a oportunidade de conquista de valores espirituais extraordinários.
Torna mais fácil o aprendizado do Amor, dos Valores Morais, da Vida de Relação, da Fé, da Resignação, da Esperança e da persistência que o Divino Mestre nos ensina e exemplifica.
Depois que conclui este trabalho, analisando o que tinha escrito, a frase de encerramento ficou martelando na minha cabeça durante alguns dias.
Tudo o que eu aqui disse, já foi dito, escrito e reescrito por muitos, cada um com suas palavras, com o exemplo absorvido e a convivência diária com outros na mesma luta.
As pessoas que escrevem, tem a mania não rara, e eu não fujo à regra, de ler e depois reescrever o que já estava pronto, alterando textos, às vezes tentando consertar o que já estava pronto, só porque não gostou de alguma coisa, estragando ou expressando a pretensão de melhorar o que já está bom.
Fui pretensioso, no mínimo ao pensar que: Deus disse sim, concordando comigo pela publicação de mais estas histórias aqui contidas.
No dizeres do médico, Carlos Toledo Rizzim, nos é ensinado, que a Psicologia, vista de cima, a Psicanálise em termos práticos, é a experiência de cada um em desdobramento natural a partir da certeza da sobrevivência da alma em ritmo de eterno envolver.
Deixando as amarras do preconceito academicista e materialista de conveniência, despertar e avançar para novos conceitos, antecipando-se a Era do Espírito para apreciar novos ângulos esse horizonte de conhecimentos que a Ciência, ela mesma, em última análise se vê obrigada a sancionar, ainda que muitas respeitáveis figuras do mundo científico se aborreçam.
Sempre foi assim: todas as conquistas da Ciência Humana, e mesmo da tecnologia, encontra barreiras maiores ou menores até atingir o consenso.
As verdades do Espírito, confiem, estão bem próximas de serem aceitas em termos de universalização da Ciência.
Toda percepção da qualidade do tratamento de um deficiente, é transmitida pela confiança que o especialista aplica; não há justificativa para que o deficiente seja tratado como se também fosse um objeto inútil qualquer.
A desinformação a respeito de tratamentos eficientes para deficientes, pode parecer simples, sendo analisada a operacionalidade de uma eventual mudança de especialista, exatamente o contrário quando se descobre que a migração de um para outro foi frustração profissional.
Para pais e responsáveis, esta opinião de quem já sofreu na carne e pagou caro o preço do aprendizado, é para que não sejam os próximos a passarem pelo transtorno de ver todo um trabalho ser desperdiçado e de conseqüências graves, por vezes, com perdas irreparáveis para o filho ou filha.
Não é preciso tomar a decisão de trocar um profissional especializado, por um que criou estratégias de saberes teóricos e parciais.
Preocupe-se com o que está alicerçado no seu deficiente, para não ter mais tarde a quem culpar, por uma eventual regressão no tratamento, a não ser você mesmo.
Defina sua opinião a respeito.
Não procure remédios genéricos que sejam evocativos sem justificativa, que mais tarde vão lhe assombrar com o mundo desabando na sua cabeça.
Toda aventura tem começo, meio e fim.
A nossa ainda não terminou.
(Nilton Salvador )

Nilton Salvador, é de Curitiba/PR - Escritor - Articulista em jornais, revistas, sites, grupos e listas de discussão, do ponto de vista bio-psico-sócio-espiritual, em busca de saber até onde a tecnologia comportamental está ajudando o ser humano para ele, e não a partir dele, como ferramentas para interação.Autor dos livros:· Vida de Autista;· Autismo - Deslizando nas Ondas;· Deficiência ou Eficiência;· Vivo e Imortal - Ensinando a Aprender
PS: 1) Vida de Autista 2) Autismo – Deslizando nas Ondas e Deficiência ou Eficiência, estão com edições esgotadas sem previsão de reedição.

fonte:APADEM

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