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05 julho 2011

REMÉDIO USADO PARA AUTISMO NÃO TRAZ RESULTADOS

Por anos, um remédio experimental chamado Secretina ofereceu um pouco de esperança para os pais desesperados de crianças autistas. Descoberta acidentalmente pela mãe de um garoto autista e então licenciada para uma pequena companhia de biotecnologia liderada pelo pai de duas garotas autistas, a secretina continua a avançar em testes clínicos, apesar de estudo após estudo mostrar que ela tem pouco ou nenhum efeito.
Agora, o maior e mais definitivo teste clínico da secretina foi completado, e ele, também, mostra que o remédio não é melhor que um placebo na melhoria das capacidades sociais e no comportamento de crianças com autismo. O fracasso foi anunciado na última segunda-feira pela companhia Repligen, de Waltham, Massachusetts.
“Estamos aterrorizados com a idéia de ter que abandonar isso”, disse Jan Henry de Chattanooga, Tennessee, que disse que o remédio, que algumas vezes era obtido no exterior e custa US$ 10 mil por ano, ajudou seu filho, Andrew, a falar e dormir à noite.
Mas alguns especialistas dizem que pais desesperados vêem o que querem ver, e que o remédio não funciona quando medido mais objetivamente.
“Temos múltiplos estudos mostrando que a secretina não é melhor que um placebo”, disse o dr. Fred R. Volkmar, professor de psiquiatria infantil em Yale. “Eu diria que é hora de mudar de foco”.
Alguns pequenos estudos patrocinados pelo National Institutes of Health (NIH) mostraram que a secretina, um hormônio natural que estimula o pâncreas a liberar sucos que ajudam na digestão, não tem nenhum benefício além daqueles oferecidos por placebos.
A Repligen realizou um grande teste clínico envolvendo três doses, que também não mostraram resultado. Mas elas mostraram algum efeito em crianças mais novas.
Por isso, a companhia iniciou outro estudo, chamado Fase 3, geralmente o último estágio antes da aprovação reguladora, envolvendo 132 crianças de 2 anos e 8 meses a 4 anos e 11 meses.
Os resultados mostraram que as crianças que receberam o remédio não tiveram uma melhoria maior que aquelas que receberam o placebo, quando avaliadas por pais ou psicólogos.
Na última segunda-feira, as ações da Repligen perderam mais de 40% de seu valor, caindo US$ 1,77, para US$ 2,39.
Mas Walter C. Herlihy, presidente da Repligen e pai de duas crianças autistas, e alguns médicos que participaram do teste ainda não estão preparados para desistir totalmente.
Eles disseram que uma razão para o fracasso do teste foi a dificuldade de medir as melhorias nas crianças. O remédio não mostrou efeito para algumas crianças com altos QI´s.
“Eu continuo convencido de que há um grupo de crianças que se beneficia da secretina”, afirmou o dr. Paul Millard Hardy, um neurologista comportamental de Hingham, Massachusetts, que participou do estudo.

http://auma.org.br/remedio-usado-para-autismo-nao-traz-resultados/

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