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30 junho 2011

Reflexão

As pessoas precisam entender que as crianças com necessidades especiais não estão doentes. Elas não procuram uma cura, apenas aceitação. Esta é a semana da educação especial. Noventa e três por cento das pessoas não vão copiar e colar este texto. Que tal fazer parte dos sete por cento e deixá-lo no seu mural por, pelo menos, uma hora?

Justiça suspende julgamento de habeas corpus para falsa psicóloga


Beatriz Cunha está presa desde o dia 24 de maio
A 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) suspendeu o julgamento do pedido de habeas corpus em favor da falsa psicóloga Beatriz da Silva Cunha, presa desde 24 de maio. A assessoria do TJ-RJ informou a suspensão nesta quinta-feira (30). No entanto, o episódio ocorreu na terça-feira (28).

O TJ explicou que a suspensão aconteceu porque a desembargadora Maria Angélica Guimarães Guerra Guedes pediu vista do processo. Isso significa que a magistrada necessita de mais informações ou esclarecimentos para decidir seu voto. A relatora da sessão ocorrida na terça-feira, desembargadora Elizabeth Gomes Gregory, negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa da falsa psicóloga.

O TJ informou que três desembargadores vão decidir o pedido de habeas corpus, no próximo dia 5 de julho. O Tribunal de Justiça afirmou que no último dia 10 de junho, a desembargadora Elisabeth Gregory já havia negado um outro recurso de habeas corpus em favor de Beatriz.

Entenda o caso

Beatriz, de 32 anos, foi presa em flagrante no dia 27 de abril, depois que um pai de um paciente descobriu que ela usava o CRP (número no Conselho Regional de Psicologia) de uma profissional que atua na Bahia. Ela foi solta depois de três dias. Segundo a Polícia Civil, a falsa psicóloga atuava há 12 anos como uma das principais especialistas da síndrome no país.

Ainda de acordo com a polícia, Beatriz cobrava R$ 800 pela primeira consulta e depois R$ 90 por cada hora de atendimento.

A falsária disse à polícia que só cursou dois períodos da faculdade de psicologia. A fraude foi descoberta pelos pais de um paciente, que desconfiaram de Beatriz quando pediram a ela recibos para declarar as despesas no Imposto de Renda.

Ela responderá pelos crimes de estelionato, propaganda enganosa, exercício ilegal da profissão, falsidade documental e tortura. Por causa da denúncia de maus-tratos, a prisão temporária de Beatriz foi decretada no dia 7 de maio.

O marido da falsária, Nelson Antunes de Faria Junior, foi indiciado por coautoria, já que, segundo a polícia, sabia dos crimes praticados pela mulher.
fonte:http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/justica-nega-em-liminar-pedido-de-liberdade-provisoria-para-falsa-psicologa-20110630.html

Hacker que invadiu a CIA e senado americano tem forma de autismo


Ryan Cleary, o jovem britânico detido em uma operação conjunta do FBI (serviço de inteligência norte-americano) com a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) pela sua suposta participação de um grupo internacional de hackers, sofre da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo.

Cleary apresentou-se neste sábado à Corte de Magistrados de Westminster (Londres) acusado de cinco crimes relacionados aos ciberataques.

O adolescente de 19 anos, detido no último dia 21 de junho na localidade de Wickford, em Essex (sudeste da Inglaterra), só falou para confirmar sua identidade.

A informação sobre Cleary, cujo diagnóstico foi feito por um psicólogo, foi apresentada ao juiz Nicholas Evans, do citado tribunal, que presidiu a audiência deste sábado na qual concedeu ao jovem liberdade condicional.

No entanto, a Promotoria recorreu da decisão, por isso o adolescente deverá permanecer em prisão preventiva até segunda-feira, quando a apelação será atendida pelo Tribunal de Southwark, sul de Londres.

Cleary foi detido pela sua suposta participação no grupo de "hackers" Lulzsec, responsabilizado pela violação a segurança de importantes organizações, entre elas a Agência do Crime Organizado do Reino Unido (Soca), o Senado dos EUA e a CIA, além dos sites de empresas como Nintento e Sony.

Conheça a Síndrome

A Síndrome de Asperger é o nome dado a um grupo de problemas que algumas crianças (e adultos) têm quando tentam comunicar com outras pessoas.

Esta Síndrome foi identificada em 1944, mas só foi oficialmente reconhecido como critério de diagnóstico no DSM-IV em 1994. Como resultado, muitas crianças foram mal diagnosticadas com síndromes como Autismo, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, etc.

Ao longo dos tempos, muitos foram os termos utilizados para definir esta síndrome, gerando grande confusão entre pais e educadores. Síndrome de Asperger é o termo aplicado ao mais suave e de alta funcionalidade daquilo que é conhecido como o espectro de desordens pervasivas (presentes e perceptíveis a todo o tempo) de desenvolvimento (espectro do Autismo).

Esta síndrome parece representar uma desordem neurobiológica que é muitas vezes classificada como uma Pervasive Developmental Disorders (PDD). É caracterizada por desvios e anormalidades em três amplos aspectos do desenvolvimento: interacção social, uso da linguagem para a comunicação e certas características repetitivas ou perserverativas sobre um número limitado, porém intenso, de interesses.

Apesar de existirem algumas semelhanças com o Autismo, as pessoas com Síndrome de Asperger geralmente têm elevadas habilidades cognitivas (pelo menos Q.I. normal, às vezes indo até às faixas mais altas) e por funções de linguagem normais, se comparadas a outras desordenas ao longo do espectro.

Apesar de poderem ter um extremo comando da linguagem e vocabulário elaborado, estão incapacitadas de o usar em contexto social e geralmente têm um tom monocórdico, com alguma nuance e inflexão na voz... (Fonte: Psicologia.com.pt - Paulo Teixeira é Licenciado em Psicologia pela Universidade Lusíada do Porto).


*Fonte: http://www.rn24horas.com.br/materia/2774/hacker-que-invadiu-a-cia-e-senado-americano-tem-forma-de-autismo

Prêmio Orgulho Autista no Senado 27-06-2011 - Parte #1/2

29 junho 2011

ONG Autismo & Realidade investe em pesquisas no Brasil


Paula Balducci de Oliveira, presidente da ONG Autismo & Realidade, recebeu no dia 24 de junho, o Dr. Roberto Tuchman, referência em autismo no mundo, e outras personalidades importantes do cenário do autismo no Brasil para o lançamento do edital de pesquisa "Prêmio Professor Doutor Marcos Tomanik Mercadante". A partir de agora será possível investir em pesquisa sobre o espectro Autista no Brasil.

A apresentação aconteceu durante o XXIII Congresso Nacional e Internacional de Neurologia e Psiquiatria da ABENEPI, e entre os que estiveram presentes, Dr. Carlos Gadia, Ermelindo Ruete de Oliveira, Cristiane de Paula, Joana Portolese, Cecília Mello e José Salomão Schvartzman.

ONG Autismo & Realidade

www.autismoerealidade.org
Endereço: Rua Guarará, 529 – 9º andar cj. 91 – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Tel.: ( 11) 2389.4332
FONTE:http://batelli.com.br/entretenimento/festas-e-eventos/7/ong-autismo-realidade-investe-em-pesquisas-no-brasil-3288

SP: Prefeitura aumenta compra de remédio para TDAH

EU QUIZ POSTAR ESTAS NOTÍCIAS PORQUE SEI QUE TEM FILHOS QUE TOMAM ESTE MEDICAMENTOO MEU NÃO GERAÇAS A DEUS!
Ana Cláudia Barros

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo comprou, nos primeiros meses deste ano, 150 mil compridos de Ritalina (Cloridrato de Metilfenidato), um estimulante do sistema nervoso central usado no tratamento de pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O número corresponde a quase o total da droga adquirido pelo órgão durante os 12 meses de 2010, quando foram comprados 180 mil unidades.

Em 2009, a quantidade foi 110,3 mil, sinalizando um crescimento cada vez mais acentuado da demanda, atendida pela SMS, consumidora do medicamento. Tarja preta, a Ritalina pode "causar dependência física ou psíquica", de acordo com advertência impressa na embalagem do produto.

Os dados foram solicitados pela Câmara Municipal e serão apresentados a representantes do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, formado por mais de 20 entidades, entre elas a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee) e o Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente de São Paulo (Condeca). O grupo adiantou que irá pedir esclarecimentos à SMS. Quer saber por que a secretaria passou a comprar uma quantidade maior do estimulante. A preocupação é que haja excesso de prescrições da droga.

Terra Magazine apurou que, em 20 de maio de 2011, a Divisão Técnica de Suprimentos da Secretaria Municipal da Saúde autorizou a aquisição de comprimidos de Cloridrato de Metilfenidato de 10 miligramas "para suprir as necessidades da Central de Distribuição de Medicamentos e Correlatos (CDMEC), pelo valor total de R$ 65.610", onerando a dotação prevista inicialmente na Nota de Reserva (uma espécie de pré-empenho) 34.056/11. A informação, referente ao processo 2011-0.129.580-1, foi publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, junto com a nota de empenho em favor da Interlab Farmacêutica LTDA, vencedora de pregão eletrônico, aberto em 22 de fevereiro deste ano.

Conforme o extrato da Ata de Registro de Preços n 103/11, cada comprimido, cujo fabricante é o Laboratório Novartis, sairia para o município a R$ 0,7229. Ainda segundo o documento, o "consumo médio mensal" da droga é de 30.060 unidades, sendo que 30 mil delas seriam destinadas à CDMEC e 60, ao Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo (HSPM). Com base nesta estimativa da SMS, calcula-se que, ao final de 2011, o consumo da Ritalina por usuários da rede municipal de saúde ultrapasse as 360 mil unidades, mais que o dobro de 2010.

A professora titular de Pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés, uma das autoras do livro Preconceitos no Cotidiano Escolar. Ensino e Medicalização, classificou a situação de "muito preocupante":

- Estamos tendo uma aceleração do crescimento. Não é só um crescimento mantido. Quando entra qualquer medicação padronizada no Sistema Único de Saúde (SUS), há toda uma discussão, um processo mais transparente. E esse, a gente descobre que está sendo realizado praticamente em todas as cidades. Por que está sendo feito, há quanto tempo? É um crescimento assustador, mas que repete o que temos de dados sobre venda de Ritalina em farmácia particular. Conseguiram invadir a política pública de saúde. Foi o que aconteceu.

Conselheira do Conselho Federal de Psicologia e integrante da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, Marilene Proença Rabello considera que há excesso de prescrições do Cloridrato de Metilfenidato - também comercializado no mercado com o sugestivo nome de Concerta.

- Tem sido principalmente utilizada com objetivo de melhorar a performance das crianças na escola. Ao tomar esse remédio, ela fica mais focada, fica mais atenta, menos agitada, menos agressiva.

Diagnósticos equivocados

Estudo elaborado pelo Albert Einstein College of Medicine, dos Estados Unidos, junto com instituições brasileiras revelou que 73% das crianças submetidas a tratamento de TDAH não apresentavam o problema. Segundo o trabalho, divulgado no início do mês, dos cerca de 6 mil pacientes, entre 6 e 18 anos, avaliados em 18 Estados, somente 4,4% tinham o transtorno.

A pediatra Maria Aparecida Moysés é enfática ao falar sobre diagnósticos indiscriminados do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. Na interpretação dela, não há comprovação científica da doença.

- O critério diagnóstico é basicamente um questionário. Embora se fale muito em neuroimagem, não há um exame que faça um diagnóstico. Fica vago, impreciso. É quase um processo: 'você não tem escapatória'. O questionário é baseado no manual de classificação de doenças mentais feita pela Associação Americana de Psiquiatria, que é de onde brotam todos os transtornos, distúrbios. São 18 perguntas bastante imprecisas, com respostas do tipo: 'muito pouco', 'bastante', 'demais'. Inclusive, orienta que você pode imprimir e pedir para o professor preencher. Então é assim que é feito o diagnóstico: de forma anti-científica. É uma doença que jamais foi comprovada com base na ciência médica. Por isso que é questionada no mundo todo.

A psicoterapeuta Cacilda Amorim, do Instituto Paulista de Déficit de Atenção (IPDA), considera o argumento é frágil. "Esquizofrenia é uma doença que ninguém discute que existe, mas não tem exames clínicos, médicos, de imagem cerebral para o diagnóstico. Depressão idem", rebate.

Cacilda reconhece, entretanto, que a identificação correta do TDAH é difícil e que isso aumenta a probablidade de equívocos e de medicalização inadequada.

- Por isso, em muitos casos, pode haver precipitação. A questão do diagnóstico é extremamente delicada. O fato de não existirem exames físicos faz com que muitos médicos acreditem que deve ser feito apenas um julgamento clínico. Alguns começam a tratar com medicação e, a partir do resultado, comprovam ou não a hipótese. Para ela, a análise do aumento do número de casos da doença deve levar em conta diferentes fatores.

- Não há resposta rápida para essa questão, do tipo é uma ação integrada da indústria farmacêutica para ter seu faturamento aumentado, como algumas pessoas sugerem. Ao mesmo tempo, você também não pode dar uma resposta simplista, como: 'Apenas mais pessoas tomaram conhecimento do TDAH e, como temos uma proporção grande de casos não diagnosticados, eles estão vindo à tona simplesmente porque havia uma demanda reprimida'.

Terra Magazine procurou a assessoria de comunicação da SMS na quarta-feira (22) e retomou o contato nesta segunda-feira (27). A resposta foi que o órgão estaria apurando as informações solicitadas. Até o início da tarde, não foi dado retorno.
FONTE:http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5208423-EI6582,00.html

BOM EU ACHEI IMPORTANTE NÓS VERMOS ESTA NOTÍCIA Psicóloga: Ao invés de reverem a educação, usam Ritalina

Ana Cláudia Barros

O aumento do consumo de Ritalina na rede municipal de saúde de São Paulo não é pontual. O Brasil é o segundo país que mais utiliza o Cloridrato de Metilfenidato (princípio ativo do medicamento), perdendo apenas para os Estados Unidos, destaca a representante do Conselho Federal de Psicologia, Marilene Proença. A substância é adotada no tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Não são poucas as hipóteses levantadas para explicar esse crescimento. Na avaliação de Marilene Proença, a Ritalina, apelidada pelos críticos de "droga da obediência", tem sido adotada como subterfúgio para escamotear falhas no sistema educacional.

- Estamos tendo uma precarização da qualidade do ensino oferecido para alunos na fase de alfabetização. Se a criança não está atenta na escola, se não está escrevendo corretamente como deveria, isso é um problema educacional, pedagógico. Quer dizer que não estamos conseguindo dar conta de uma alfabetização adequada. Mas de repente, há uma epidemia de crianças que não prestam atenção? Não faz sentido. Nasceu uma geração que não presta atenção? A geração anterior prestava e a atual não presta? - indaga Marilene, que também é membro da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional.

- Consideram que o fato de o aluno não aprender não tem a ver com a questão pedagógica, mas é um problema dele, como se fosse algo orgânico que tivesse dificultando a aprendizagem. A mudança de comportamento estaria sendo feita pela medicação, e não por uma pedagogia adequada - completa.

Já para a professora titular do Departamento de Pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés, há uma tentativa de "abafamento dos questionamentos".

- Ritalina e Concerta (também tem o Metilfenidato como príncipio ativo) estão sendo prescritos para crianças que incomodam. Existe uma pressão da indústria farmacêutica, mas creio que há também o ideário de um abafamento de questionamentos, de normalização das pessoas. Todos homogêneos. Pode ser que não seja esse o objetivo, mas é o que acaba acontecendo, porque toda criança que questiona tem TDAH. Você medica e aborta o questionamento. Estamos cada vez mais usando remédio para tudo. Não há mais gente triste. Há gente deprimida. A tristeza incomoda. Te mandam tomar um Prozac. A vida está sendo retirada de cena, porque é irregular, caótica, tem altos e baixos, diferenças. O que está acontecendo é que quem não se submete é quimicamente assujeitado.

Quadro nacional

De acordo com a representante do Conselho Federal de Psicologia, Marilene Proença, os conselhos regionais da categoria irão promover ações locais para "levantar a problemática em seus estados".

- Até novembro, esperamos ter um quadro nacional - afirma.

Dados do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos mostram que de 2000 a 2008, a venda de caixas de metilfenidato saltou de 71 mil para 1.147.000, um aumento de e 1.615%. Os números não consideram receitas de medicamentos manipulados ou comprados pelo poder público.

A comercialização da Ritalina é regulada pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Embora o medicamento - classificado no anexo da Portaria 344/98, na lista das substâncias psicotrópicas -, só possa ser adquirido com receita especial, é fácil consegui-lo clandestinamente. Uma breve busca pela internet revela que não são esporádicas as ofertas da droga.

Relatório do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) da Anvisa de 2009 - dado mais atualizado da entidade sobre o metilfenidato - destacou que há vários estudos e questionamentos quanto ao uso massivo e efeitos secundários da substância, "pois sua utilização já está ocorrendo entre empresários, estudantes, para emagrecimento e até em uso recreacional na forma triturada como pó ou diluído em água para ser injetado".

O relatório informa ainda que a maior preocupação em relação ao Cloridrato de Metilfenidato está, na verdade, relacionada ao seu "mau uso", e não à utilização da substância nos casos de TDAH. Mas pondera ao ressaltar que o medicamento não é indicado para todos os pacientes da doença. O documento acrescenta :

- Segundo estudo publicado em 2009, somente entre 2002 e 2006, a produção brasileira de metilfenidato cresceu 465 por cento. Sua vinculação ao diagnóstico de TDAH tem sido fator predominante de justificativa para tal crescimento. Mas os discursos que circulam em torno do tema e legitimam seu uso também contribuem para o avanço nas vendas.

A psicoterapeuta Cacilda Amorim, do Instituto Paulista de Déficit de Atenção (IPDA), ressalta que as exigências do mercado de trabalho têm provocado aumento na procura por estimulantes cognitivos.

-Hoje, existe uma pressão muito grande para o desempenho de qualidade, principalmente em adultos, em situações de trabalho que não garantem as condições mínimas para que isso seja possível. Em qualquer área, a quantidade de coisas que se espera que a pessoa faça, aprenda, desenvolva. Se não desenvolver, ela se sente inadequada.

"zombie like"

Crítica implacável do traramento com Ritalina, a professora da Unicamp, Maria Aparecida Moysés afirma que a aparente calma promovida pela droga em crianças não é efeito terapêutico, mas "sinal de toxicidade".

- Tem o mesmo mecanismo de ação das anfetaminas e a cocaína. Ele é um derivado de anfetamina. É essa a complicação. Ele age aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A dopamina é um neurotransmissor associado às sensações de prazer.Não é todo mundo que fica mais concentrado. Em torno de 40, 50% ficam mais focado, que é o efeito da anfetamina e da cocaína. Mas foca a atenção no que passar na frente, não necessariamente nos estudos.

Segundo ela, as reações adversas acontecem em todo os órgãos.

- No sistema nervoso central, você tem psicose, alucinação, suicídio, que não é desprezível, cefáleia, sonolência, insônia. Um dos mais importante é um efeito que, em farmacologia, é chamado de "zombie like". A pessoa fica contida em si mesma. Passa a agir como se estivesse amarrada. No sistema cardiovascular, por exemplo, os efeitos são hipertensão, arritmia, taquicardia, parada cardíaca. É uma droga perigosa. Eu não daria para um filho meu.
FONTE:http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5208933-EI6582,00-Psicologa+Ao+inves+de+reverem+a+educacao+usam+Ritalina.html

Fraude em ciência e em medicina


O coreano Hwang Woo-Suk, em 2006, assumiu publicamente fraudes em pesquisa sobre clonagem de embriões

Riad Younes
De São Paulo

Uma paciente me perguntou, indignada: Como isso seria possível? Sua revolta fazia sentido. Afinal, acabara de saber que um medicamento por ela utilizado de forma crônica, tinha sido retirado do mercado por efeitos colaterais graves. As publicações científicas que recomendaram seu uso tinham sido "maquiadas" para esconder complicações potencialmente fatais.

"Por que as revistas científicas sofisticadas permitem a publicação de estudos fraudulentos?". Evitar a publicação de pesquisas fraudulentas, em medicina particularmente, não é tão simples assim. Periodicamente tornam-se notórios casos escandalosos de mentiras médicas. Todos se lembram do caso do pesquisador coreano, Hwang Woo-Suk, que falsificou experiências sobre clonagem de embriões. Também devem recordar a controvérsia mundial sobre um estudo divulgado por um médico inglês, Andrew Wakefield, que afirmava descobrir que a vacina de sarampo causava autismo nas crianças vacinadas. Alarmaram milhões de famílias e autoridades de saúde ao redor do mundo. Recentemente, vários cientistas desqualificaram estes e outros estudos como enganos grosseiros.

Infelizmente, há a fabricação de resultados, a camuflagem de dados que contrariam as hipóteses dos autores, e a não divulgação de conflitos de interesse ou de corrupção. Cientistas, médicos ou não, afinal são humanos, sujeitos às virtudes e vícios como em qualquer outro segmento da sociedade. Análise sistemática, realizada pela Universidade de Edimburgo na Inglaterra, tem identificado que entre 2% e 14% dos trabalhos em revistas médicas são fraudulentos.

Mas, voltando à pergunta de minha paciente, como revistas científicas e médicas de grande prestígio permitem a publicação, e como os editores destas revistas poderiam "proteger" o público de cientistas e médicos inescrupulosos? Isso já acontece hoje. O processo de publicar um trabalho é complexo, com vários obstáculos e checagens, pelo menos nas revistas médicas com revisores e corpo editorial. Após recebê-lo, o editor envia todos os estudos submetidos a três ou quatro revisores. Estes, geralmente especialistas na área de interesse. Quando os revisores analisam e aprovam o estudo, este é enviado para publicação final. Qualquer dúvida em um ou mais pontos é devolvida para os autores do trabalho para esclarecimentos. Respondidas as dúvidas, decide-se então pela rejeição ou publicação final.

Infelizmente, alguns estudos escapam, para depois serem declarados fraudulentos. Isso não é uma situação simplesmente deplorável, mas ela pode afetar milhares de pacientes ao redor do mundo, causando gastos desnecessários, sofrimento e até morte. Editores, revisores, e até os próprios médicos funcionam como filtros para separar o joio do trigo, mesmo quando os estudos são publicados nas melhores e mais famosos revistas do mundo.

Bom senso, crítica e isenção ajudam a descobrir fraudes e corrupção na ciência. A ganância, a mentira, o conflito de interesse e o mau caráter não podem ser subestimados, nem mesmo na ciência e na arte médica. Vigilância contínua é atualmente a regra no meio científico mundial. E no Brasil também.


Riad Younes é professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da USP. Médico do Centro Avançado de Oncologia do Hospital São José e do Núcleo Avançado do Tórax do Hospital Sírio Libanês, São Paulo. Especialista em câncer de pulmão. Foi Diretor Clínico do Hospital Sírio Libanês de março 2007 a março 2011.
FONTE:http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5209210-EI6582,00-Fraude+em+ciencia+e+em+medicina.html

Entre ficção e realidade

Escritor Rômulo Nétto narra as dificuldades de um humilde casal às voltas com um filho autista em seu mais recente livro, “Não Fala Comigo”

Martha Baptista
Da Reportagem

O Brasil não conhece o autismo. “O Brasil precisa conhecer o autismo.” Esse é o tema deste ano do Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho e que mereceu sessão especial do Senado esta semana. Classificado cientificamente dentro dos chamados distúrbios globais do desenvolvimento, o autismo é uma síndrome caracterizada por alterações que se manifestam na interação social, na comunicação e no comportamento. Ainda há muito desconhecimento sobre o autismo, que se manifesta normalmente quando a criança tem por volta de três anos e persiste por toda a vida adulta. O distúrbio atinge principalmente o sexo masculino, na proporção de quatro meninos para cada menina, e as causas ainda não foram claramente identificadas.

Por isso é mais que bem-vindo o livro “Não fala comigo! a história de um autista” (Carlini & Caniato editorial), lançado este mês pelo escritor Romulo Nétto, mineiro radicado em Cuiabá há 35 anos. Graduado em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade de Brasília, Romulo é funcionário aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e tem uma carreira profícua como escritor: ”Não fala comigo!” é seu décimo-primeiro livro publicado. Ele conta que se interessou pelo autismo por causa da lembrança de uma fala de sua filha Stéphanie quando tinha três anos. “Não fala comigo!” – dizia a menina - que não era autista -, quando estava chateada e queria afastar os pais.

Romulo Netto aprofundou-se tanto no tema que seu livro ganhou um texto de apresentação emocionado de Berenice Piana e Piana, diretora administrativa da Associação em Defesa do Autista (Adefa) e mãe de Dayan, 16 anos, autista clássico. “A história vivida por Martírio é a de muitos ‘Martirios’ por esse Brasil afora. A diferença entre o desfecho de nosso protagonista e dos muitos autistas está numa palavra: credibilidade. É o que a família ofereceu a ele todo o tempo, e nosso autor soube retratar tão bem”. Na opinião de Berenice, a naturalidade com que o autor aborda o tema faz até que se duvide que “não tenha vivenciado as dores da síndrome”.

MARTÍRIO

Romulo Netto conta a história de Epigmênio e Rutinha de Rubão, um casal que enfrenta dificuldades econômicas por causa do rigor da seca no sertão mineiro. A história começa num sítio em Paracatu – terra natal do autor, situada no noroeste de Minas Gerais, numa região de cerrado e forte tradição agropecuária. É lá que nasce o quarto filho do casal, batizado de Martírio, que desde cedo demonstrou ser diferente. Era só alguém pegá-lo no colo para que começasse “a choradeira sem fim”. As crianças mais velhas achavam que “o irmãozinho mais parecia bicho de alma penada” e “devotaram ao menino pronta aversão”.

Mas os pais, mesmo sem entender a princípio o que provocava o comportamento arredio do filho e os ataques de agressividade, não deixaram de aceitá-lo e amá-lo, mesmo que quase nunca pudessem demonstrar seu afeto através do toque, do afago. Ao longo de aproximadamente cem páginas, o leitor acompanha o crescimento de Martírio e acaba se envolvendo afetivamente com a família: a angústia de Rutinha diante das súbitas mudanças de humor do filho caçula, a preocupação do pai em protegê-lo das maldades do mundo.

A redenção de Martírio se dá através da música, que ele descobre por acaso através de um velho aparelho de rádio. O menino nem falava ainda, mas entrava em transe quando ouvia música (cantada ou orquestrada) no rádio. Tudo era música para ele: os pingos da chuva no telhado, o barulho de alguém rachando lenha, o mugido do gado no curral. “Tudo era motivo pra sua regência”.

Apesar das dificuldades de relacionamento com a maioria das crianças, Martírio, com o apoio dos pais, vai seguindo em frente: tem sucesso total na escola (apesar de o tacharam de anormal, doido ou retardado) e vai traçando seu caminho singular, cercado de sofrimento, porém cheio de arte e sentimento. Quando se sentia acuado e não encontrava respostas, esbravejava: “Não fala comigo!” antes de se recolher a seu mundo.

Com a ajuda de um psiquiatra da capital e principalmente graças ao amor de Rutinha e Epigmênio, o menino vai encontrando e identificando companheiros ao longo de sua trajetória e demonstra que, quando as pessoas reconhecem os diferentes, “muitas vezes eles são iguais e até superiores a nós”. É esta a mensagem de Rômulo Nétto que fez um acordo com seus editores (Eliane Canianto e Ramon Carlini) para que parte dos livros fosse vendida por entidades de defesa dos autistas, garantindo assim um percentual da renda para a causa.

DIA DO ORGULHO AUTISTA

A iniciativa de instituir o Dia do Orgulho Autista é da instituição Aspies for Freedom, fundada em junho de 2004, que luta pelos direitos civis dos autistas e mantém um site com fóruns sobre o transtorno do autismo e os demais transtornos de espectros autistas. O objetivo do grupo, além da luta pelos direitos do portador de autismo, é informar e educar o público em geral sobre o assunto e dar apoio às famílias de autistas.

No primeiro ano de celebração, em 2005, o tema escolhido foi "Aceitação; não cura". Foi realizada uma parada em Seattle, Washington (EUA), e ficou decidido que haveria um tema para cada ano, com objetivo de chamar a atenção da população em geral, reforçar os direitos dos autistas e combater todas as formas de discriminação contra os portadores desse transtorno.

A exemplo dos anos anteriores, várias universidades, governos, prefeituras e instituições promovem eventos como palestras, debates e caminhadas para celebrar a data. Essas instituições, tanto no Brasil como no exterior, destacam outros objetivos e temas do evento, como: desmistificação sobre o autismo, definições do transtorno, dificuldades e preconceitos, convivência em sociedade, intervenções terapêuticas, intervenções medicamentosas, o cotidiano do autista, depoimentos de pais, responsáveis e terapeutas, propostas pedagógicas, lacuna na formação acadêmica dos profissionais especializados, acessibilidade, propostas de políticas públicas, desafios da educação inclusiva, e metas para a divulgação e conscientização da população. No ano passado, no Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), a Organiação das Nações Unidas (ONU) declarou que, segundo especialistas, o transtorno atinge cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo (com Agência Senado).
FONTE:http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=395036

"Mães De Crianças Especiais"

27 junho 2011

Tratamento para o Transtorno de Asperger

Tratamento para o Transtorno de Asperger
Por MARINA BENJAMIM, PH.D.

Há uma grande variedade de tratamentos úteis para Transtorno de Asperger que ajudam um indivíduo aprender habilidades sociais e melhores pistas de comunicação, para ajudá-los a ser capazes de interagir socialmente com mais naturalidade. Atualmente, como a maioria dos transtornos mentais, não existe "cura" para o Transtorno de Asperger. Mas concentrando-se em aprender maneiras de lidar com os sintomas e pegar indicações social, a maioria dos indivíduos com Transtorno de Asperger levar uma vida bastante típico, com amigos e entes queridos.

As intervenções psicossociais para Asperger
Segundo o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames, o tratamento ideal para terapias de Asperger coordenadas que abordam os três sintomas básicos do transtorno: baixa capacidade de comunicação, rotinas obsessivas ou repetitivas, e falta de jeito física. Não existe um pacote melhor tratamento único para todas as crianças com AS, mas a maioria dos profissionais concordam que quanto mais cedo a intervenção, melhor.

Um programa de tratamento eficaz baseia-se no interesse superior da criança, oferece uma programação previsível, ensina tarefas como uma série de passos simples, envolve activamente a atenção da criança em atividades altamente estruturado, e oferece reforço regular de comportamento. Pode incluir treinamento de habilidades sociais, cognitivas comportamentais terapia, medicação para a co-existentes, e outras medidas.

Individuais de psicoterapia para ajudar o indivíduo aprender treinamento de habilidades sociais, para melhor detectar os sinais sociais, e como lidar com as emoções que cercam a doença
Educação dos pais e de formação
Modificação comportamental
Treinamento de habilidades sociais
Intervenções educativas
Medicamentos psiquiátricos
Por desatenção, hiperatividade e impulsividade: Psicoestimulantes (methyphenidate, metanfetaminas, dextroanfetamina), clonidina, tricíclicos Os antidepressivos (desipramina, nortriptilina), Strattera (atomoxetina)
Para irritabilidade e agressividade: Estabilizadores do Humor (valproato, carbamazepina, lítio), betabloqueadores (nadolol, propranolol), clonidina, naltrexone, neurolépticos (risperidona, olanzapina, quetiapina, ziprasidona, haloperidol)
Para preocupações, rituais e compulsões: ISRS (fluvoxamina, fluoxetina, paroxetina), antidepressivos tricíclicos (clomipramina)
Para ansiedade : ISRS (sertralina, fluoxetina), antidepressivos tricíclicos (clomipramina, imipramina, nortriptilina)
Com um tratamento eficaz, as crianças com transtorno de Asperger podem aprender a lidar com sua deficiência, mas podem ainda encontrar situações sociais e relações pessoais desafiadoras. Muitos adultos com AS são capazes de trabalhar com sucesso em trabalhos de mainstream, embora possam continuar a precisar de encorajamento e apoio moral para manter uma vida independente.
fonte:http://psychcentral.com/lib/2007/treatment-for-aspergers-disorder/

Transtorno Autista e o Sintomas de Transtorno de Asperger

Sintomas
Um total de seis (ou mais) itens de (a), (b) e (c), com pelo menos dois de (a), e um de cada de (b) e (c):
prejuízo qualitativo na interação social, manifestado por pelo menos dois dos seguintes:
prejuízo acentuado no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como olho-no-olho olhar, expressão facial, posturas corporais e gestos para regular a interação social
fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares apropriados ao nível de desenvolvimento
a falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, pela falta de mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse)
falta de reciprocidade social ou emocional
prejuízos qualitativos na comunicação, manifestados por pelo menos uma das seguintes opções:
atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem falada (não acompanhado por uma tentativa de compensar através de modos alternativos de comunicação tais como gestos ou mímica)
em indivíduos com fala adequada, acentuado prejuízo na capacidade de iniciar ou manter uma conversa com os outros
uso estereotipado e repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática
falta de jogos variados e espontâneos de faz de conta ou de imitação social apropriados ao nível de desenvolvimento
restritos padrões repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos uma das seguintes opções:
Preocupação abrangendo um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse, anormais em intensidade ou foco
aparentemente adesão inflexível a específicos, rotinas ou rituais não funcionais
maneirismos estereotipados e repetitivos motor (por exemplo, mão ou dedo agitar ou torcer, ou complexos movimentos de corpo inteiro)
preocupação persistente com partes de objetos
Atrasos ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade: (1) interação social, (2) linguagem usada na comunicação social, ou (3) jogos simbólicos ou imaginativos.

A perturbação não é melhor explicada por Transtorno de Rett ou transtorno desintegrativo da infância.


Sintomas de Transtorno de Asperger
Por MARINA BENJAMIM, PH.D.

Transtorno de Asperger é uma síndrome que tipicamente aparece em primeiro lugar na infância , e é principalmente caracterizada pela dificuldade de uma pessoa em interações sociais cotidianas com os outros. Por exemplo, uma pessoa com Asperger pode se envolver em prolixo, unilateral conversas sem perceber ou se preocupar com o interesse do ouvinte. Eles também muitas vezes a falta de costume habilidades de comunicação não-verbal, tais como o engajamento em contato visual com os outros estão falando, ou deixar de reagir e criar empatia com as histórias de outras pessoas e conversa. Isto pode fazê-los parecer insensível, embora isso raramente acontece. Eles podem ter um tempo difícil "ler" outras pessoas ou humor compreensão.

Adultos também podem ter síndrome de Asperger, como muitas vezes a doença não é diagnosticada corretamente na infância. Asperger é considerado o mais suave forma, menos grave de autismo . Os seguintes cinco critérios caracterizam principalmente Transtorno de Asperger.

1. A deficiência significativa e contínua na interação social com os outros, como demonstrado por pelo menos dois dos seguintes sintomas:

Dificuldade significativa no uso de múltiplos comportamentos não-verbais, tais como a falta de contato visual, algumas expressões faciais, posturas corporais estranhas ou desajeitado e gestos
Fracasso em desenvolver amizades com outras crianças da mesma idade
Falta de tentativa espontânea de compartilhar prazer, interesses ou realizações com outras pessoas (por exemplo, pela falta de mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse para outras pessoas)
Incapacidade de expressar reações apropriadas e correspondentes social ou emocional, como quando conversando ou brincando com os outros. Por exemplo, uma criança que apresenta pouca ou nenhuma reação, os sentimentos ou empatia para outra criança a falar com eles.
2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, como mostrado por pelo menos um dos seguintes sintomas:

Uma preocupação importante e abrangente ou obsessão com um ou dois temas restrito, que é anormal tanto em intensidade assunto, ou o foco (como estatísticas de beisebol ou o tempo)
Aparentemente adesão inflexível a rotinas específicas ou rituais que pouco servem
Maneirismos repetitivos motor. Por exemplo, a mão ou o dedo agitar ou torcer, ou complexo de todo o corpo movimentos.
A preocupação persistente com partes de objetos
3. O conjunto de sintomas faz com prejuízo significativo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes de funcionamento.

4. Não há nenhum atraso significativo na linguagem (isto é, palavras isoladas são usadas aos 2, frases comunicativas são usadas aos 3 anos).

5. Não há nenhum atraso significativo no desenvolvimento cognitivo (como a leitura ou matemática) ou no desenvolvimento da idade apropriada auto-ajuda, comportamento e curiosidade sobre o ambiente na infância.

Os primeiros sinais de Transtorno de Asperger
É importante notar que uma pessoa com transtorno de Asperger não tem atraso geral na aquisição da linguagem, desenvolvimento cognitivo e comportamento adaptativo (outro que não na interação social). Isto contrasta com as típicas contas de desenvolvimento de crianças autistas que apresentam déficits marcados e desvio nestas áreas antes de 3 anos de idade.

Outras descrições comum do desenvolvimento precoce de indivíduos com Asperger incluir certas características que podem ser úteis na identificação que anteriormente. Estas características incluem:

A precocidade em certos aprender a falar (por exemplo, "Ele falou antes que ele pudesse caminhar!")
A fascinação com letras e números. Na verdade, a criança pode até mesmo ser capaz de decodificar palavras, com pouco ou nenhum entendimento deles ("hiperlexia")
O estabelecimento de relações estreitas com membros da família, mas as relações inapropriadas ou interações com amigos e outros (em vez de retirada ou distanciamento como no autismo). Por exemplo, na síndrome de Asperger a criança pode tentar iniciar o contato com outras crianças, abraçando-os ou gritando com eles e depois quebra-cabeça em suas respostas.
Esses comportamentos são por vezes descritos para crianças autistas de alto funcionamento, bem como, embora muito mais raro do que são para crianças com Asperger.



Critérios resumidos de:
American Psychiatric Association. (1994). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quarta edição . Washington, DC: American Psychiatric Association.
fonte:http://psychcentral.com/disorders/sx65.htm

Hoje é Dia do Orgulho Autista - conheça melhor esse transtorno

Em entrevista, médico explica o que pode agravar o quadro das pessoas com autismo
Em homenagem ao Dia do Orgulho Autista, o Senado Federal realiza, na manhã desta segunda-feira, 27, uma solenidade especial. O objetivo é comemorar a aprovação de um projeto de lei que visa a instituir políticas públicas para o tratamento adequado das pessoas com o autismo. O projeto de lei é resultado da luta dos pais, amigos e profissionais envolvidos com a causa das pessoas autistas e, depois de aprovado, determina, entre outras ações, que as redes públicas de saúde tenham condições de receber os autistas para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do transtorno.

Apesar de o autismo ainda ter causas desconhecidas, recentes descobertas de um grupo de médicos americanos sugerem que o transtorno seria resultado de intoxicações através da absorção de metais pesados ou da ingestão de alimentos contaminados com agrotóxicos. A tese é compartilhada por estudiosos brasileiros. Com uma pesquisa a ser apresentada em um congresso internacional de toxicologia, o médico toxicologista Luiz Querino Caldas adianta, em entrevista ao Jornal do Brasil, que os metais pesados são responsáveis por acentuar o quadro clínico dos pacientes com autismo, já que as pessoas que possuem o transtorno não conseguem eliminá-los.
fonte:http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/06/27/hoje-e-dia-do-orgulho-autista-conheca-melhor-esse-transtorno/

Senadores e familiares de autistas pedem políticas públicas específicas

Durante sessão especial do Senado Federal, nesta segunda-feira (27), para celebrar o Dia do Orgulho Autista, pais de crianças portadoras dessa síndrome e representantes de associações protestaram contra a falta de políticas públicas específicas, argumentando que isso resulta em atendimento inadequado e problemas como a ausência de diagnósticos precoces. E, assim como os parlamentares presentes, defenderam a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista.
Algumas estimativas indicam que há no Brasil em torno de 2 milhões de pessoas com a síndrome. No mundo, o número total de autistas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), é de aproximadamente 70 milhões.

Senador Paulo Paim recebe a camiseta comemorativa do Dia do Orgulho Autista

Política Nacional

A sessão especial foi proposta pelo senador Paulo Paim, relator do projeto de lei que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. O projeto foi aprovado neste mês pelo Senado e tramita agora na Câmara dos Deputados (PL 1.631/11). Durante a cerimônia, o parlamentar recebeu o Prêmio Orgulho Autista.

Entre os que apoiam o projeto está o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), pai de uma menina com a síndrome de Down e presidente da Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência. Segundo Lindbergh, o projeto visa à implementação de políticas públicas para o tratamento adequado dos autistas, englobando desde a implantação do diagnóstico precoce até o encaminhamento das pessoas com autismo para tratamento específico. Também defende a proposta a deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que preside a Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ao apoiar o projeto, Ulisses da Costa Batista, pai de um adolescente austista, declarou que "o Brasil não conseguiu viabilizar terapias voltadas às especificidades das pessoas com autismo, deixando inúmeras famílias sem acesso ao diagnóstico precoce, ao tratamento multidisciplinar e ao acompanhamento às famílias". Ele também disse que o avanço do autismo no mundo "impressiona". Ulisses citou uma estimativa segundo a qual, em 1990, havia um caso para cada 2,5 mil crianças nascidas, enquanto hoje haveria um caso para cada 110 crianças nascidas.

Diagnóstico precoce

O editor-chefe da revista Autismo, Paiva Junior, afirmou que, devido à ausência de diagnóstico, as famílias da maioria dos autistas no Brasil não sabem que convivem com um portador da deficiência. Ele lembrou que "um dos poucos consensos" sobre o autismo na comunidade médica e científica se refere à importância do diagnóstico precoce - pois, ao indicar a deficiência, possibilita o encaminhamento do autista para um tratamento adequado.

- Quanto mais cedo se iniciam as intervenções, maiores os ganhos em qualidade de vida - reiterou.

Para Lindbergh Farias, é necessário um protocolo do Ministério da Saúde para o diagnóstico precoce tanto do autismo como da síndrome de Down, para que esse procedimento seja disseminado entre os profissionais de saúde. O senador disse que a reivindicação do protocolo "seria o primeiro ponto de uma pauta concreta para essa questão".
fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/06/27/senadores-e-familiares-de-autistas-pedem-politicas-publicas-especificas/

Síndrome de Asperger: Diferença entre crianças com Síndrome de Asperger e crianças com Autismo

A desordem denominada Síndrome de Asperger é um termo para um tipo específico de transtorno invasivo do desenvolvimento que se caracteriza por problemas no desenvolvimento de habilidades sociais e de comportamento.
No passado, muitas crianças com Síndrome de Asperger ou Transtorno de Asperger foram diagnosticados como tendo autismo, que é outro dos transtorno invasivo do desenvolvimento, ou ainda com outros transtornos mentais.
Embora o autismo e Asperger tenha certas semelhanças, também existem diferenças importantes.
Por esta razão, as crianças suspeitas de terem estas condições exigem uma avaliação cuidadosa.Em geral, uma criança com Síndrome de Asperger apresenta funções a um nível mais elevado do que a típica criança com autismo.
Por exemplo, muitas crianças com Síndrome de Asperger têm inteligência normal, enquanto a maioria das crianças com autismo não desenvolvem linguagem completa ou apresenta atrasos de linguagem acentuadas.
As crianças com distúrbio de Asperger estão geralmente usando palavras desde a idade dos dois anos, embora o seu discurso padrão possa ser um pouco estranho.A maioria das crianças com Síndrome de Asperger têm dificuldade na interação com seus pares. Eles tendem a ser mais solitários e podem exibir comportamentos excêntricos.
Uma criança Asperger, por exemplo, podem passar horas por dia preocupada contando carros passando na rua ou ver apenas um canal de televisão o dia todo.
Crianças com Asperger apresentam dificuldades motoras e são comuns atrasos psicomotores. Estas crianças muitas vezes têm necessidades educativas especiais.Embora a causa da Síndrome de Asperger ainda não é totalmente conhecida, as pesquisas atuais sugerem que existe uma tendência a condição de ordem genética.
As crianças com Asperger também apresentam riscos de outros problemas psiquiátricos, incluindo depressão, déficit de atenção, esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo.O tratamento para Síndrome de Asperger envolve o trabalho também com as famílias para conceber programas tratamento adequado e eficaz.
Atualmente, o tratamento mais eficaz envolve uma combinação de psicoterapia cognitiva comportamental, educação especial, técnicas de modificação do comportamento, e apoio às famílias.
Algumas crianças com Síndrome de Asperger também se beneficiam de tratamento medicamentoso com uso de remédios para controle dos impulsos e da ansiedade.
O resultado para as crianças com Asperger é geralmente mais promissor do que para crianças que sofrem com o Autismo.
Devido ao seu elevado nível de funcionamento intelectual, muitas destas crianças têm sucesso em terminar o colegial e freqüentar faculdade.
Embora sempre apresentem problemas com interação social e de sensibilização que vão persistir, eles também podem desenvolver relações duradouras com a família e os amigos.

Diferenças entre Asperger e Autismo

cuidadosesp


Conheça as diferenças entre o Asperger e o Autismo. Considera-se que a Síndrome de Asperger é um transtorno dentro do Autismo, pelo qual se denomina em muitas ocasiões Autistas de Alto Rendimento, aos que sofrem dessa síndrome.

A Síndrome de Asperger tem se diferenciado muito recentemente do autismo típico e existe pouca informação sobre o prognóstico dessas crianças. Não obstante, considera-se que, comparado com jovens com outras formas de autismo, poderão com maior probabilidade converter-se em adultos independentes, com uma vida absolutamente normal.

ASPERGER

AUTISMO

- Coeficiente intelectual geralmente acima do normal

- Coeficiente intelectual geralmente abaixo do normal

- Normalmente o diagnóstico se realiza depois dos 3 anos

- Normalmente o diagnóstico se realiza antes dos 3 anos

- Aparecimento da linguagem em tempo normal

- Atraso no aparecimento da linguagem

- Todos são verbais

- Cerca de 25% são não-verbais

- Gramática e vocabulário acima da média

- Gramática e vocabulário limitados

- Interesse geral nas reações sociais. Desejam ter amigos e se sentem frustrados pelas suas dificuldades sociais

- Desinteresse geral nas reações sociais. Não desejam ter amigos

- Indidência de convulsões igual que o resto da população

- Um terço apresenta convulsões

- Um terço apresenta convulsões

- Desenvolvimento físico normal

- Interesses obsessivos de “alto nível”

- Nenhum interesse obsessivo de “alto nível”

- Os pais detectam problemas por volta dos dois anos e meio

- Os pais detectam problemas por volta dos 18 meses de idade

- As queixas dos pais são os problemas de linguagem, ou em socialização e conduta

- As queixas dos pais são os retardos da linguagem


fonte:http://br.guiainfantil.com/autismo/153-diferencas-entre-asperger-e-autismo-.html

MTV Autismo - Gritos

MTV Autismo - Documentário

26 junho 2011

Senado celebra amanhã o Dia do Orgulho Autista

O Senado marcou sessão especial paa amanhã (27), às 11h, para comemorar o Dia do Orgulho Autista, cujo tema deste ano é "O Brasil precisa conhecer o autismo". O requerimento solicitando o evento é do senador Paulo Paim (PT-RS). Celebrado em 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista foi formalizado em 2005.

De modo geral, o autismo, classificado cientificamente dentro dos chamados distúrbios globais do desenvolvimento, é uma síndrome caracterizada por alterações que se manifestam na interação social, na comunicação e no comportamento. Manifesta-se, normalmente, por volta dos três anos de idade - podendo também ocorrer antes desse período - e persiste por toda a vida adulta. Atinge, principalmente, o sexo masculino, na proporção de quatro meninos para cada menina. As causas ainda não foram claramente identificadas e várias abordagens de tratamento têm sido desenvolvidas.

A iniciativa de instituir o Dia do Orgulho Autista é da instituição Aspies for Freedom, fundada em junho de 2004, que luta pelos direitos civis dos autistas e mantém um site com fóruns sobre o transtorno do autismo e os demais transtornos de espectros autistas. O objetivo do grupo, além da luta pelos direitos do portador de autismo, é informar e educar o público em geral sobre o assunto e dar apoio às famílias de autistas.

No primeiro ano de celebração, em 2005, o tema escolhido foi "Aceitação; não cura". Foi realizada uma parada em Seattle, Washington (EUA), e ficou decidido que haveria um tema para cada ano, com objetivo de chamar a atenção da população em geral, reforçar os direitos dos autistas e combater todas as formas de discriminação contra os portadores desse transtorno.

A exemplo dos anos anteriores, várias universidades, governos, prefeituras e instituições promovem eventos como palestras, debates e caminhadas para celebrar a data. Essas instituições, tanto no Brasil como no exterior, destacam outros objetivos e temas do evento, como: desmistificação sobre o autismo; definições do transtorno; dificuldades e preconceitos; convivência em sociedade; intervenções terapêuticas; intervenções medicamentosas; o cotidiano do autista; depoimentos de pais, responsáveis e terapeutas; propostas pedagógicas; lacuna na formação acadêmica dos profissionais especializados; acessibilidade; propostas de políticas públicas; desafios da educação inclusiva; e metas para a divulgação e conscientização da população.

Várias entidades no Brasil se encarregam de cuidar e de acolher pessoas com transtorno autista e suas famílias, além de divulgar ações sobre o assunto, entre elas: Centro Pró-Autista, Amigos do Autista, Mundo do Asperger, Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista (Fada); e Inspirados pelo Autismo.
fonte:http://www.correiodoestado.com.br/noticias/senado-celebra-amanha-o-dia-do-orgulho-autista_115655/

25 junho 2011

Band - Dia mundial da Conscientização do Autismo

Apadem desenvolve projeto de inclusão em escolas e igrejas da cidade


Conscientização: Palestras realizadas pela Apadem ajudam na questão da inclusão do autista

Volta Redonda

Com seus 12 anos de existência comemorados no último dia 19, a Apadem (Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais) está desenvolvendo desde o ano passado dois projetos direcionados a escolas e igrejas da região: os pprojetos Autismo Inclusão nas Escolas e Autismo Inclusão nas Igrejas. A entidade de Volta Redonda tem por finalidade colaborar na assistência e formação das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, apoiando suas famílias e promovendo a integração entre o poder público, a comunidade e a escola.
De acordo com Cláudia Moraes, presidente da entidade, a proposta desses dois projetos é demonstrar o que é o autismo e como é possível incluir o autista na escola e na sociedade.
- Por enquanto o projeto está sendo divulgado pelo do site da Apadem (www.apadem.blogspot.com), pelos pais dos alunos e através dos grupos de famílias. Graças a essas ações as escolas nos procuram e nos convidam a mostrar a ideia do projeto. Participamos de reuniões com professores, diretores, coordenadores e toda a parte pedagógica da instituição de ensino, onde explicamos o que é o autismo, suas características, causas e como pode ser feita a inclusão e a necessidade de que ela aconteça - explicou.
Ela acrescentou que, no caso de a escola demonstrar algum interesse, é marcada uma segunda reunião só com os pais de alunos ou mesmo com os professores. Foi o que aconteceu há duas semanas na Escola Municipal Domingas, em Pinheiral, quando também compareceram representantes de outras escolas e da Secretaria Municipal de Educação de Pinheiral. Em Volta Redonda já foram incluídas no projeto seis escolas da rede pública e particular, e a secretária municipal de Educação, Therezinha Gonçalves, já demonstrou interesse no projeto, que passa atualmente pelo processo de análise.
Segundo a presidente da Apadem, o número de alunos autistas nas escolas da rede pública e particular de Volta Redonda está crescendo a cada dia e, graças ao trabalho desenvolvido pela Apadem junto a essas instituições, a visão que os profissionais tinham da disfunção está mudando.
A maior dificuldade enfrentada pelo aluno autista na escola é o desconhecimento sobre a síndrome no meio educacional e na sociedade. Apesar de a escola ter conhecimento que possui alunos com a disfunção sendo incluídos, muitas vezes a direção da escola não sabe como lidar com a questão.
- As pessoas possuem uma visão equivocada sobre o autismo, pensando que o autista não vai se socializar nunca. Só o fato de mostrar aos profissionais da educação o que é a síndrome já é um caminho - acredita.

Escolas para autistas

De acordo com Cláudia, atualmente existem duas escolas para autistas em Volta Redonda: a Deise Mansur - direcionadas para alunos na faixa etária entre 4 e 16 anos - e o Sítio Escola Semeia, para alunos acima de 16 anos. Devido à questão da idade, apenas os alunos da escola Deise Mansur recebem suporte para terem condições de serem incluídos em uma escola regular ou, se for necessário, frequentarem as duas escolas para adaptação.

A inclusão nas igrejas

A Apadem também desenvolve o mesmo projeto de inclusão do autista nas igrejas do município através de palestras onde os pais, familiares e os membros ou representantes da igreja aprendem que o autista possui toda a capacidade de participar dos eventos religiosos.
- Muitos pais conheceram o trabalho da Apadem através dos projetos desenvolvidos nas escolas e igrejas, e então passaram a frequentar os grupos de famílias. Depois do trabalho desenvolvido através do projeto os familiares ficam mais à vontade para levar seus filhos portadores de autismo aos cultos ou missas - comemorou.

Quando o autismo não é uma barreira para o estudo

Para a dona de casa Carla Marina Lorencine da Costa o autismo de seu filho João Gabriel, de cinco anos, nunca foi um obstáculo para colocá-lo em uma escola regular: ele estuda desde os dois anos no Centro Educacional Tiradentes, localizada no bairro Jardim Tiradentes. - Sempre desconfiei que havia algo de diferente com o meu filho, mas, apesar do atraso na fala e na maneira diferente de brincar, só resolvi levá-lo a um especialista depois que fui alertada pelos professores e pela pedagoga da escola quando ele estava no maternal. Depois que descobri o autismo em meu filho conheci a Apadem por indicação da fonoaudióloga que descobriu o problema. Na associação conheci outras mães com filhos na mesma situação e que me ajudaram a ter outra visão do autismo. Hoje participo de palestras, grupos da família e oficinas pedagógicas, e o meu marido participa do grupo de pais - contou.
Na opinião da Carla, a escola é a segunda casa do João Gabriel; a única diferença para os outros alunos é que ele tem uma auxiliar terapêutica para acompanhá-lo durante as aulas.
- Eu acredito, hoje, que é possível a inclusão do autista na escola e, no caso do meu filho, a parceria e o apoio da instituição de ensino foi muito importante para a inclusão dele. Tive a sorte de encontrar a ajuda dos professores, pedagogos e da direção da escola - agradeceu.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,42387,Apadem-desenvolve-projeto-de-inclusao-em-escolas-e-igrejas-da-cidade.html#ixzz1QKGN4cUh

Jovem acusado de pertencer a grupo de "hackers" sofre de forma de autismo

Londres, 25 jun (EFE).- Ryan Cleary, o jovem britânico detido em uma operação conjunta do FBI (serviço de inteligência norte-americano) com a Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard) pela sua suposta participação de um grupo internacional de hackers, sofre da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo.

Cleary apresentou-se neste sábado à Corte de Magistrados de Westminster (Londres) acusado de cinco crimes relacionados aos ciberataques.

O adolescente de 19 anos, detido no último dia 21 de junho na localidade de Wickford, em Essex (sudeste da Inglaterra), só falou para confirmar sua identidade.

A informação sobre Cleary, cujo diagnóstico foi feito por um psicólogo, foi apresentada ao juiz Nicholas Evans, do citado tribunal, que presidiu a audiência deste sábado na qual concedeu ao jovem liberdade condicional.

No entanto, a Promotoria recorreu da decisão, por isso o adolescente deverá permanecer em prisão preventiva até segunda-feira, quando a apelação será atendida pelo Tribunal de Southwark, sul de Londres.

Cleary foi detido pela sua suposta participação no grupo de "hackers" Lulzsec, responsabilizado pela violação a segurança de importantes organizações, entre elas a Agência do Crime Organizado do Reino Unido (Soca), o Senado dos EUA e a CIA, além dos sites de empresas como Nintento e Sony.
Fonte:http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2011/06/25/jovem-acusado-de-pertencer-a-grupo-de-hackers-sofre-de-forma-de-autismo.jhtm

24 junho 2011

Diagnóstico do autismo possível aos 12 meses

Uma nova forma de diagnosticar o autismo foi descoberta em Israel, com a vantagem de poder ser usada logo a partir dos 12 meses de idade.
Na actividade cerebral das crianças autistas, nas áreas ligadas à linguagem, não se regista a mesma sincronia entre os dois hemisférios cerebrais que existe nas crianças com um desenvolvimento normal. Os resultados foram registados através de ressonância magnética que permitiu medir a actividade cerebral durante o sono.
Essa falta de sincronia foi detectada em crianças com apenas um ano de idade, o que pode ajudar a reduzir a idade de diagnóstico do problema. Quanto maior é o grau de falta de sincronização maiores são as dificuldades de comunicação da criança. A descoberta foi publicada no jornal científico Neuron.
As causas do autismo, ainda não são completamente conhecidas, mas pensa-se que estejam relacionadas com alterações ao nível do desenvolvimento das redes neuronais e das suas conexões.
fonte:http://www.tvi24.iol.pt/bebes/autismo-desenvolvimento-saude-cerebro/1262486-5538.html

23 junho 2011

Ong Autismo & realidade investe em pesquisa no Brasil

Será lançado no dia 24 de junho, pela ONG Autismo & Realidade, o edital de pesquisa “Prêmio Professor Doutor Marcos Tomanik Mercadante”, durante o XXIII Congresso Nacional e I Internacional de Neurologia e Psiquiatria da ABENEPI. Com o prêmio, será possível investir em pesquisa sobre o espectro Autista no Brasil, diante de um cenário carente de informações precisas.

Hoje, nos Estados Unidos, estima-se que uma em cada 110 crianças é diagnosticada com autismo, fazendo com que o autismo seja mais comum que o câncer infantil, o diabetes juvenil e a AIDS pediátrica juntos. No mundo, cerca de 0,7% da população, de 0 aos 20 anos, ou seja 1 em cada 143 jovens tem um transtorno do espectro do autismo. O Brasil ainda não possui dados oficiais sobre quantas pessoas têm autismo, mas estima-se que mais de 2 milhões de crianças sejam portadoras de algum espectro autista
No dia 27 de junho acontece no Plenário do Senado Federal, uma sessão solene com a finalidade para comemorar o Dia do Orgulho Autista e a lei inédita no Brasil nº 168/11 que irá instituir políticas públicas para o adequado tratamento das pessoas com autismo, desde a implantação do diagnóstico precoce na rede regular de saúde até o seu encaminhamento para centros de tratamentos que atendam as especificidades da síndrome estimulando ao máximo as capacidades da pessoa com autismo.
O autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos de desenvolvimento do cérebro, conhecido como Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), entre eles: Transtorno Global do Desenvolvimento sem Outra Especificação (TGD-SOE); Síndrome de Asperger; Síndrome de Rett e Transtorno Desintegrativo da Infância. “Muitos pais e profissionais usam o termo “Transtornos do Espectro do Autismo” (TEA) quando se referem a este grupo de transtornos”, explica Paula Balducci de Oliveira, Diretora Vice-Presidente da ONG Autismo & Realidade.

O tratamento para o Transtorno do Espectro Autista geralmente é um programa intenso e abrangente que envolve a criança, a família e os profissionais, sendo indicado começar o mais cedo possível. Os programas de intervenção para os principais sintomas abordam as questões sociais, de comunicação e cognitivas centrais do autismo. Os objetivos do programa de tratamento são traçados de acordo com as dificuldades e habilidades da criança, sendo levada em conta a fase de desenvolvimento em que se apresenta. Geralmente a intervenção comportamental, a terapia fonoaudiológica, ocupacional e psicopedagógica fazem parte do programa.

ONG Autismo & Realidade

Criada em Julho de 2010, a ONG Autismo & Realidade tem como principal objetivo aprofundar e divulgar conhecimento atualizado sobre o Autismo, com campanhas e atividades direcionadas a motivar e orientar as famílias na sua busca por diagnóstico correto, tratamento, educação e inclusão social da pessoa com autismo.

Fundada por um grupo de pais, liderados pelo Prof. Dr. Marcos Tomanik Mercadante, Prof. de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, a ONG Autismo & Realidade ainda luta para eliminar preconceitos, despertar interesse e boa vontade da sociedade brasileira, apoiar a formação e capacitação de profissionais e instituições para trabalhar pela pessoa com autismo, investir em pesquisas e agir para que os direitos legais das pessoas com autismo e suas famílias se apliquem corretamente.

A Autismo & Realidade atende a todas as pessoas do espectro autista, seus familiares, profissionais e entidades que necessitem de informações e conhecimento. Elas podem participar de todas as atividades promovidas pela ONG, além de obter informações pelo site www.autismoerealidade.org, incluindo acesso ao manual “Kit dos 100 dias”. A Autismo & Realidade foi autorizada pela Autism Speaks – referência em Autismo – a traduzir e adaptar o conteúdo “Autismo: Manual para as Famílias” e publicá-lo no site. O manual traz informações gerais sobre autismo que são necessárias e úteis para as famílias cujos filhos foram diagnosticados recentemente.

Serviço:
Lançamento do edital de pesquisa “Prêmio Professor Doutor Marcos Tomanik Mercadante”
Dia: 24 de junho de 2011
Local: Auditório Vergueiro – UNIP. Rua Apeninos, 614 - Paraíso
Horário: 16h
fonte:http://www.maxpressnet.com.br/Conteudo/1,422075,Ong_Autismo_realidade_investe_em_pesquisa_no_Brasil,422075,9.htm

Audiência pública sobre o dia do Orgulho Autista - 2011

Sincronia fraca entre neurônios pode ser a causa do autismo, diz estudo

Descoberta ainda precisa de mais pesquisas para ser confirmada.
Diagnóstico pode passar a ser feito a partir de um ano de idade.
Um estudo feito com mapeamento de imagens do cérebro identificou um novo marcador para identificar o autismo, que pode se tornar uma forma de diagnosticar a síndrome mais cedo. A descoberta mostrou que o cérebro das crianças com autismo tem menos ligações entre os dois hemisférios.

Nos dois lados do cérebro, há áreas relacionadas à linguagem. A pesquisa associou a força da sincronização entre essas partes à capacidade de comunicação. Quanto mais fraca a ligação, maiores as dificuldades apresentadas pela criança.
O autismo é uma desordem que evolui com o tempo. Hoje, o diagnóstico é baseado apenas em observação comportamental e só pode ser feito após os três anos. Caso estudos futuros confirmem a recente descoberta, o diagnóstico já poderá ser feito a partir de um ano, com exames de ressonância magnética do cérebro. Naturalmente, a detecção precoce auxiliaria o tratamento.

“Num cérebro normal, neurônios de áreas separadas pertencentes a um sistema com uma função particular, como visão ou linguagem, ficam sempre em sincronia, mesmo durante o sono. Nosso estudo mostra que, na maioria dos bebês com autismo, essa sincronia é significativamente mais fraca nas áreas responsáveis pelas capacidades de linguagem e comunicação”, afirmou Ilan Dinstein, um dos autores da pesquisa.

Dinstein é pesquisador do Instituto Weiszman, de Rehovot, Israel, e faz parte também de um grupo de estudos sobre autismo da Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA. O artigo foi publicado pela revista médica “Neuron”.
fonte:http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/sincronia-fraca-entre-neuronios-pode-ser-causa-do-autismo-diz-estudo.html

22 junho 2011

Audiência discute formas de difundir conhecimento sobre autismo

BRASÍLIA - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias promove na terça-feira (21) audiência pública para discutir a necessidade de difundir o conhecimento sobre o autismo no Brasil, visando a inserção desse público na sociedade.

O debate foi proposto pelo deputado Luiz Couto (PT-PB). "Esse tema interessa a milhares de famílias brasileiras. É necessário criar condições especiais dentro da sociedade para superar essas dificuldades de convivência humana", disse ele.

"O autismo não é uma deficiência mental, mas sim uma perturbação psicológica grave, caracterizada pelo fato de toda a vivência do indivíduo estar centrada nele mesmo, apresentando uma indiferença aparente para com a realidade que o rodeia. Uma criança autista não responde ao contato humano, apresenta um deficit de desenvolvimento da linguagem, aparenta repulsa perante o contato físico e reage com ira a alterações no seu ambiente físico", explica o deputado.

Foram convidados para o debate:

- a presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Adriana Alves;

- a presidente da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), Fátima Dourado;

- a presidente da Associação em Defesa dos Autistas (Adefa), Berenice Piana;

- o coordenador para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Corde-DF), Fernando Cotta;

- o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF), Horácio Campos;

- o diretor da Clínica de Atendimento Multidisciplinar a Portadores de Necessidades Educativas Especiais, Aluísio Maluf;

- o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas da Paraíba (AMA-PB), Cleomar Martins de Lima.

A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 9.
fonte:http://www.dci.com.br/Audiencia-discute-formas-de-difundir-conhecimento-sobre-autismo-9-378184.html

Nutrição para combater o autismo


O livro “Autismo – esperança pela nutrição”, foi o ganhador do Prêmio Orgulho Autista, na categoria Livro Destaque 2011. A obra narra a história de vida e as conquistas de uma mãe que encontrou na nutrição o caminho para melhorar a qualidade de vida e a saúde de seu filho.

Claudia Marcelino é mãe de Mauricio, hoje com 18 anos de idade. Os primeiros cinco anos de vida foram iguais aos de qualquer criança dessa mesma idade. Foi a partir do quinto ano que o autismo começou a se manifestar e após consultar diversos profissionais e especialistas Mauricio foi diagnosticado autista. A partir de então iniciaram os tratamentos recomendados. Claudia, a mãe, mergulhou fundo no conhecimento do Autismo e encontrou na Nutrição e em preparações alimentares um caminho para melhorar ou alterar de forma positiva a qualidade de vida, o comportamento e a saúde de seu filho.

O trabalho de Claudia é referencia e case, em Faculdades e Escolas de Nutrição, e em Pós Graduação em Nutrição Funcional.

O livro inclui receitas desenvolvidas, criadas, coletadas, produzidas e testadas com resultados surpreendentes.

Inclui ainda ensinamentos sobre os alimentos, suas adequações e qualidades nutritivas. (com assessoria)
fonte:http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=394721

Entidades pedem inclusão de autistas em políticas para deficientes


Representantes de entidades de auxílio a autistas pediram nesta terça-feira a aprovação do Projeto de Lei 1631/11, do Senado, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Pela proposta, o autista será considerado pessoa com deficiência para todos os efeitos legais.

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que se manifesta em geral entre os dois e três anos de idade. O indivíduo pode ter dificuldades de se comunicar e conviver em grupo. “Precisamos garantir direitos mínimos para esses cidadãos”, disse a diretora-administrativa da Associação em Defesa dos Autistas (Adefa), Berenice Piana, em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias em alusão ao Dia do Orgulho Autista (18 de junho). O debate foi proposto pelo deputado Luiz Couto (PT-PB).

De acordo com Berenice, por não ser considerado uma pessoa com deficiência, o autista não consegue ser atendido no sistema público de saúde. Ela ressaltou ainda a importância do diagnóstico precoce como meio de facilitar a inserção social dos indivíduos. “Não existe na rede pública tratamento para o autista. Reivindicamos o diagnóstico precoce, o tratamento multidisciplinar, o lar terapêutico para os adultos ou para aqueles que perderam a referência familiar. Os autistas que não têm acesso a tratamento tendem a viver para sempre isolados”, afirmou.

A diretora lembrou que o autismo está previsto na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, que foi assinada pelo Brasil.

Acessibilidade
O presidente da Associação dos Amigos dos Autistas da Paraíba (AMA-PB), Cleomar Martins de Lima, também criticou a exclusão dos autistas dos programas de acessibilidade para deficientes. “É preciso preparar a sociedade para lidar com todas as diferenças”, destacou.

Cleomar acrescentou que os serviços de saúde consideram erroneamente o autismo como uma “conduta atípica”, e não como uma deficiência. “Muitos autistas apresentam deficiência intelectual”, comentou.

A deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) afirmou que vai propor à Comissão de Seguridade Social e Família que discuta o atendimento dado aos autistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde.

Estatuto
Durante o debate, Rosinha informou ainda que a Frente Parlamentar Mista da Pessoa com Deficiência vai criar um grupo de trabalho para adequar a proposta do Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/06, do Senado) ao texto da convenção da ONU sobre o tema. O projeto está pronto para entrar na pauta de votação do Plenário.

Ela explicou que a redação atual do estatuto pode ser considerada inconstitucional porque a convenção entrou para o ordenamento do País como emenda constitucional.
Íntegra da proposta:

PL-1631/2011

Reportagem – Vania Alves/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira
fonte:http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/199028-ENTIDADES-PEDEM-INCLUSAO-DE-AUTISTAS-EM-POLITICAS-PARA-DEFICIENTES.html

21 junho 2011

Associação defende inclusão de autistas na educação regular

O representante da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo, Alexandre Dourado, defendeu há pouco o ingresso dos estudantes autistas na rede regular de ensino. “A primeira inclusão deve ser na família e as crianças autistas não devem ser diferenciadas dos irmãos depois na escola”, disse.

Ele afirmou que, em geral, as escolas não estão preparadas para receber os autistas, simplesmente porque elas não conhecem esse público. “Tais dificuldades precisam ser superadas”, afirmou.

Dourado ressaltou que o País precisa regulamentar a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência, que inclui os autistas. Ele destacou que atualmente quando o autista está doente, o sistema de saúde não o atende, porque atribui essa obrigação a uma instituição especializada. “É preciso criar as condições para que o autista possa escolher e tomar as decisões a respeito de sua vida”, argumentou.

Alexandre Dourado participa de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre a inclusão social de autistas. O debate prossegue no Plenário 9.
fonte:http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SAUDE/198996-ASSOCIACAO-DEFENDE-INCLUSAO-DE-AUTISTAS-NA-EDUCACAO-REGULAR.html

Senado celebra o Dia do Orgulho Autista

21/6/2011 9:07, Por Agencia Senado

O Senado marcou sessão especial na segunda-feira (27), às 11h, para comemorar o Dia do Orgulho Autista, cujo tema deste ano é “O Brasil precisa conhecer o autismo”. O requerimento solicitando o evento é do senador Paulo Paim (PT-RS). Celebrado em 18 de junho, o Dia do Orgulho Autista foi formalizado em 2005.

De modo geral, o autismo, classificado cientificamente dentro dos chamados distúrbios globais do desenvolvimento, é uma síndrome caracterizada por alterações que se manifestam na interação social, na comunicação e no comportamento. Manifesta-se, normalmente, por volta dos três anos de idade – podendo também ocorrer antes desse período – e persiste por toda a vida adulta. Atinge, principalmente, o sexo masculino, na proporção de quatro meninos para cada menina. As causas ainda não foram claramente identificadas e várias abordagens de tratamento têm sido desenvolvidas.
fonte:http://correiodobrasil.com.br/senado-celebra-o-dia-do-orgulho-autista%C2%A0/257430/

A iniciativa de instituir o Dia do Orgulho Autista é da instituição Aspies for Freedom, fundada em junho de 2004, que luta pelos direitos civis dos autistas e mantém um site com fóruns sobre o transtorno do autismo e os demais transtornos de espectros autistas. O objetivo do grupo, além da luta pelos direitos do portador de autismo, é informar e educar o público em geral sobre o assunto e dar apoio às famílias de autistas.

No primeiro ano de celebração, em 2005, o tema escolhido foi “Aceitação; não cura”. Foi realizada uma parada em Seattle, Washington (EUA), e ficou decidido que haveria um tema para cada ano, com objetivo de chamar a atenção da população em geral, reforçar os direitos dos autistas e combater todas as formas de discriminação contra os portadores desse transtorno.

A exemplo dos anos anteriores, várias universidades, governos, prefeituras e instituições promovem eventos como palestras, debates e caminhadas para celebrar a data. Essas instituições, tanto no Brasil como no exterior, destacam outros objetivos e temas do evento, como: desmistificação sobre o autismo; definições do transtorno; dificuldades e preconceitos; convivência em sociedade; intervenções terapêuticas; intervenções medicamentosas; o cotidiano do autista; depoimentos de pais, responsáveis e terapeutas; propostas pedagógicas; lacuna na formação acadêmica dos profissionais especializados; acessibilidade; propostas de políticas públicas; desafios da educação inclusiva; e metas para a divulgação e conscientização da população.

Várias entidades no Brasil se encarregam de cuidar e de acolher pessoas com transtorno autista e suas famílias, além de divulgar ações sobre o assunto, entre elas: Centro Pró-Autista, Amigos do Autista, Mundo do Asperger, Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista (Fada); e Inspirados pelo Autismo. Para mais informações sobre o transtorno autista, suas características e manifestações acesse Psicosite e Psiqweb.

Helena Daltro Pontual / Agência Senado

20 junho 2011

Audiência discute formas de difundir conhecimento sobre autismo

BRASÍLIA - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias promove na terça-feira (21) audiência pública para discutir a necessidade de difundir o conhecimento sobre o autismo no Brasil, visando a inserção desse público na sociedade.

O debate foi proposto pelo deputado Luiz Couto (PT-PB). "Esse tema interessa a milhares de famílias brasileiras. É necessário criar condições especiais dentro da sociedade para superar essas dificuldades de convivência humana", disse ele.

"O autismo não é uma deficiência mental, mas sim uma perturbação psicológica grave, caracterizada pelo fato de toda a vivência do indivíduo estar centrada nele mesmo, apresentando uma indiferença aparente para com a realidade que o rodeia. Uma criança autista não responde ao contato humano, apresenta um deficit de desenvolvimento da linguagem, aparenta repulsa perante o contato físico e reage com ira a alterações no seu ambiente físico", explica o deputado.

Foram convidados para o debate:

- a presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), Adriana Alves;

- a presidente da Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), Fátima Dourado;

- a presidente da Associação em Defesa dos Autistas (Adefa), Berenice Piana;

- o coordenador para Inclusão da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Corde-DF), Fernando Cotta;

- o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF), Horácio Campos;

- o diretor da Clínica de Atendimento Multidisciplinar a Portadores de Necessidades Educativas Especiais, Aluísio Maluf;

- o presidente da Associação dos Amigos dos Autistas da Paraíba (AMA-PB), Cleomar Martins de Lima.

A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 9.
fonte:http://www.dci.com.br/Audiencia-discute-formas-de-difundir-conhecimento-sobre-autismo-9-378184.html

18 junho 2011

Apadem comemora Dia Mundial do Orgulho Autista e 12° aniversário

Publicado em 18/6/2011, às 14h42

Última atualização em 18/6/2011, às 14h42

Volta Redonda

Com a participação de pais de autistas, colaboradores e profissionais que atuam na área, cerca de 20 pessoas que fazem parte do grupo de família da Apadem(Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais) se reuniram na manhã de sábado, 18, na sede da associação no bairro Voldac, para participar das comemorações da 7º edição do Dia Mundial do Orgulho Autista e do 12º aniversário da Apadem.


O evento contou com a participação da terapeuta Érica Lacerda, parceira, colaboradora e coordenadora do grupo de família, onde abordou junto aos convidados sobre temas relacionados a família e o trabalho de preparação dos pais em relação ao filhos.


De acordo com o comerciante Hugo Vinícius da Costa, pai de autista e Vice presidente da Apadem, o Dia Mundial do Orgulho Autista foi criado há sete anos com o objetivo de valorizar o autista em seu dia a dia e mostrar a sua capacidade.


Segundo Hugo, o autista antigamente ficava escondido pelos familiares, com o passar dos anos, este visão do autismo foi modificando. Pai de uma criança com autismo que foi diagnosticada aos dois anos, Hugo explica que a luta da Apadem é pelo diagnóstico precoce, pois ainda hoje alguns médicos tem dificuldades para descobrir a doença.


- A maior dificuldade do autismo é ser diagnosticado pelos médicos, tem autistas que demoram anos para se diagnosticados, mas quando é diagnosticado cedo é possível fazer um trabalho comportamental em cima da criança, o que ajuda o autista a se interagir melhor na sociedade - alerta.


A Apadem que no domingo fez 12 anos de existência foi criada em 1999, tendo como objetivo o acolhimento da família do autista onde são direcionados para diversos profissionais da saúde, e através dos grupos de família, são orientados e feitos o acompanhamento dos pais e seus filhos. Hugo afirma que a Apadem foi criada para apoiar as famílias e estruturá-las da melhor forma possível.


- Hoje são cerca de 100 associados que participam das reuniões através dos grupos de famílias. A Apadem sobrevive de doações e tem uma parceria com a prefeitura através da secretaria de saúde e da educação, onde no momento estão em processo de elaboração dois projetos que serão aplicados nas escolas da rede pública e nas igrejas, abordando sobre o autismo junto a outras pessoas - explica.


De acordo com á terapeuta Érica Lacerda, o grupo de família tem como objetivo orientar e instrumentalizar com estratégias práticas do dia a dia, de como lidar com o autismo tanto os pais como os profissionais de educação e família onde falam das dificuldades.

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,42040,Apadem-comemora-Dia-Mundial-do-Orgulho-Autista-e-12%C2%B0-aniversario.html#ixzz1PgYxiHHp

Senado aprova Políticas de Proteção aos Autistas; projeto vai à Câmara

O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), projeto de lei de autoria da Comissão de Legislação Participativa, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

O proejto segue agora para a deliberação na Câmara dos Deputados.

A proposição é uma sugestão da Associação em Defesa do Autista e teve início na Comissão de Direitos Humanos durante a 1ª gestão do Senador Paulo Paim (PT-RS) como Presidente da Comissão.

Para a senadora Ana Rita (PT-ES), relatora do projeto inicial, o autismo passa a ser considerado um problema de saúde. "O autismo não tinha esse olhar por parte da Medicina."

Segundo a parlamentar, a transformação do projeto em lei vai permitir aos autistas a expansão do acesso aos serviços de saúde, democratizando os atendimentos médicos.

"Esperamos que os profissionais de saúde possam ser preparados para poder identificar as pessoas que têm o problema do autismo."

A sugestão apresentada pela Associação foi transformada em Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/2011 e, conforme seu relator na Comissão de Assuntos Sociais, senador Paulo Paim, o projeto tem como objetivo promover políticas públicas às pessoas autistas, aumentando a inclusão delas na sociedade.

"A proposta foi construída pelos próprios autistas e seus familiares e aqueles que dedicam a vida por essa causa. Ela tem caráter simbólico de dar palco a quem não tem palco, dar oportunidade a quem não tem oportunidade", acredita.

A aprovação do Projeto foi comemorada pela Diretora Administrativa da Associação em Defesa dos Autistas do Rio de Janeiro, Berenice Piana de Piana.

"A aprovação do PL é simplesmente inédita. Lutamos para isso, pela situação que os autistas estão vivendo. É preciso democratizar os direitos dos autistas."

Ainda segundo Berenice, "serão mais de 2 milhões de beneficiários", exclama.

Por iniciativa do Senador Paim, no próximo dia 27, o plenário do Senado promove Sessão Especial em comemoração ao Dia do Orgulho Autista.
FONTE:http://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/17409-senado-aprova-politicas-de-protecao-aos-autistas-projeto-vai-a-camara

Projeto equipara autistas a portadores de deficiência e cria cadastro nacional

Texto que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista vai para análise da Câmara
O Plenário aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/11 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. O projeto estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e equipara o portador desse distúrbio à pessoa com deficiência, além de criar um cadastro único dos autistas, com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o problema. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais.

O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde e de educação, ao mercado de trabalho, à moradia e à assistência social. Também estende o direito à jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.

A política possibilitará a articulação de ações governamentais voltadas à proteção de pessoas com transtorno de espectro autista. O Senado terá sessão de homenagem aos autistas no próximo dia 27.
FONTE:http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/18341/geral/projeto-equipara-autistas-a-portadores-de-deficiencia-e-cria-cadastro-nacional

17 junho 2011

Paulo Paim lembra Dia do Orgulho Autista


Ao registrar a celebração do Dia do Orgulho Autista, em 18 de junho, o senador Paulo Paim (PT-RS) informou que será um dos 15 agraciados com o Premio Orgulho Autista. O senador lembrou que os autistas são contemplados em seu projeto do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que aguarda votação na Câmara dos Deputados.

- Há dez anos apresentei o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que infelizmente está engavetado na Câmara. O projeto traz benefícios para mais de 28 milhões de brasileiros que tem algum tipo de deficiência - declarou, em discurso nesta quinta-feira (16).

A entrega do 6º Prêmio Orgulho Autista será realizada no dia 17 de junho, véspera do Dia do Orgulho Autista, às 10h, nos estúdios da Rádio Nacional de Brasília, com transmissão ao vivo. Paim terá participação gravada.

Dia da Poesia

O senador também mencionou a realização de audiência pública, nesta quinta-feira, no Senado, quando se comemorou o Dia Nacional da Poesia, com homenagens ao poeta Thiago de Mello. Na reunião, os parlamentares decidiram fazer, em 16 de março de 2012, uma sessão de homenagem aos poetas brasileiros; um livro registrando a audiência pública ocorrida nesta quinta-feira; e elaborar um projeto tornando o mês de março, quando nasceu o poeta Thiago de Mello, o mês da poesia.

Paim também anunciou que participará de audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo para discutir o projeto que cria o Estatuto do Motorista Profissional, também de sua autoria.
Da Redação / Agência Senado
fonte:http://www.senado.gov.br/noticias/paulo-paim-lembra-dia-do-orgulho-autista.aspx

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VOCE PODE SER O GANHADOR DESTE LIVRO!!

16 junho 2011

Livro reúne pinturas criadas por autistas

Educadora fez uma seleção de 54 obras enviadas por portadores de autismo
por Redação Galileu

"Vogels ("Birds" in Dutch)", por David Barth (10 anos), em 2008
A educadora Jill Mullin lançou um livro com desenhos, pinturas e colagens criadas apenas por portadores de autismo. Drawing Autism reúne obras de mais de 50 autistas pelo mundo, de anônimos a artistas já profissionais, como Gregory Blackstock, Jessica Park e Ping Lian Yeak.

A ideia de Mullin surgiu quando conheceu Glen, um jovem portador de autismo que adorava desenhar. Com isso, a educadora passou a procurar outros desenhos feitos por autistas e descobriu verdadeiras obras de arte. Assim, decidiu montar um livro que reunisse tudo isso.

>> Artista francês faz pinturas bem humoradas na rua
>> Argentino faz esculturas em palitos de fósforo

Ao conseguir uma editora para publicá-lo, a Mark Batty Publisher, Jill Mullin trabalhou junto a grupos e instituições de apoio ao autismo para encontrar as pinturas que preencheriam as páginas do livro. Assim, pessoas do mundo todo passaram a enviar seu trabalho para Mullin, que selecionou 54 entre os mais de 300 que recebeu.

Além dos desenhos, o livro de 160 páginas traz também entrevistas com os autores, que possuem diferentes idades. Parte da renda arrecadada com sua venda será doada a uma série de instituições que apoiam a arte e o autismo.

Confira algumas das imagens publicadas em Drawing Autism:

"Imaginary City Map", por Felix (11 anos)

"Stone House", por Shawn Belanger, em 2007


"Leap Years", por Emily L. Williams

War in Vietnam", por Milda Bandzaite, em 2008

Pals", por Wil C. Kerner (12 anos)
fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI231029-17770,00-LIVRO+REUNE+PINTURAS+CRIADAS+POR+AUTISTAS.html